TESTE DE PACIÊNCIA

Motoristas de Bauru têm corrida diária sem vencedor no trânsito

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Bruno Freitas
O Viaduto Antônio Eufrásio de Toledo, que liga a Duque de Caxias à Praça do Relógio, acumula enorme engarrafamento diariamente, principalmente das 17h às 19h
O Viaduto Antônio Eufrásio de Toledo, que liga a Duque de Caxias à Praça do Relógio, acumula enorme engarrafamento diariamente, principalmente das 17h às 19h

Uma corrida diária, perigosa e sem vencedor. É isso o que motoristas e motociclistas vivenciam todos os dias, entre 7h e 9h e também das 17h às 19h, de segunda a sexta-feira, nas principais artérias do trânsito de Bauru, que há anos já demonstram não comportar mais veículos além do volume atual da frota existente na cidade. A queixa é enorme e a solução definitiva, na percepção deles, ainda parece estar muito longe de existir. Segundo Adilson Caldeira, diretor de Sistema Viário e Transportes da Emdurb, hoje a cidade conta com três principais cruzamentos de grande fluxo: o das avenidas Nuno de Assis e Nações Unidas, próximo ao Terminal Rodoviário; o da Rodrigues Alves com a Nações Unidas; e também o da Duque de Caxias com a Marechal Rondon.

Ainda segundo ele, estes três trechos são os piores para a fluidez do trânsito, principalmente nos horários de "rush". "Nós, da Emdurb, constantemente monitoramos esses três pontos, entre outros, claro, buscando soluções para que a fluidez esteja sempre melhorando", diz ele.

Outros gargalos da cidade estão na avenida Comendador José da Silva Martha, seja na altura da Praça do Tênis, no sentido Mello Moraes-Praça Portugal, isso pela manhã, e, à noite, no sentido oposto. O Viaduto Antônio Eufrásio de Toledo, que liga a Duque de Caxias à Praça do Relógio, também acumula enorme engarrafamento diariamente, principalmente no período noturno. O trevo do bairro Santa Luzia com a Nuno de Assis e os acessos à avenida Marechal Rondon também são novos gargalos diários de veículos. O mesmo problema acontece na avenida Pedro de Toledo, no sentido Centro-Vila Falcão, também à noite.

TEM SOLUÇÃO?

Ao afirmar que ainda é cedo para Bauru adotar um sistema de rodízio, destacando tratar-se de um assunto delicado, porém pertinente, Adilson Caldeira diz que os tempos dos dispositivos semafóricos são ajustados para melhorar a fluidez.

"Recentemente, fizemos uma alteração viária em uma das travessas que antecedem as proximidades da alça da Rondon com o viaduto da Duque, e isso já deu uma aliviada no fluxo, principalmente nos horários de pico. Então, estamos constantemente monitorando e acompanhando esses principais cruzamentos para que o motorista de Bauru tenha mais conforto e, principalmente, segurança", frisa o diretor da Emdurb.

Conforme o JCNET já noticiou recentemente, atualmente, em 2026, Bauru conta com uma frota de 300 mil veículos, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP), para uma população estimada em 391.740 habitantes, de acordo com dados do IBGE referentes a 2024.

"RODÍZIO, POR ENQUANTO, NÃO"

Sobre um assunto levantado pelo JCNET nas últimas semanas: o rodízio de automóveis em Bauru, Adilson Caldeira destaca que se trata de um tema delicado.

"A gente tem comparado cidades do porte de Bauru, até um pouco maiores, e elas também têm tomado atitudes radicais, como a aplicação do sistema de rodízio. Mas não é uma medida que enxergamos como ideal para o momento de Bauru", afirma.

Caldeira justifica esse entendimento dizendo que a medida traria outras implicações, como a criação de rotas alternativas e a segregação de determinados veículos por placas ou modelos. O tema é visto como impopular. Ainda assim, ele não descarta a possibilidade de que o sistema venha a existir em Bauru no futuro.

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