Pode reparar: no dia em que a gente dorme bem, tudo flui melhor: o trabalho rende, temos mais energia para as tarefas e a gente ainda se sente mais bonito, com a pele descansada. Porém, quando dormimos mal, as olheiras chegam, a paciência vai embora e a gente vive o dia só pensando em dormir.
O sono sem qualidade é um dos grandes inimigos da saúde em geral, e, claro, da pele. Nesta coluna, eu trato do tema com mais detalhes!
Por que o sono impacta na saúde da pele?
É durante a noite que o organismo ativa diversos mecanismos de reparação celular. Enquanto a gente dorme, o corpo aumenta a produção de substâncias importantes, como o colágeno, que ajuda a manter a pele firme e elástica.
Além disso, a circulação sanguínea na pele melhora, levando mais oxigênio e nutrientes para as células cutâneas. Esse processo favorece a regeneração dos tecidos e permite que a pele se recupere das agressões sofridas ao longo do dia, como exposição ao sol, poluição e estresse.
Quando dormimos mal ou em quantidade insuficiente, esse ciclo de reparação fica comprometido. A pele pode se tornar mais opaca, desidratada e com aspecto cansado, além de favorecer o surgimento de olheiras e inchaço na região dos olhos. A privação de sono também aumenta a liberação de cortisol, o hormônio do estresse, que pode estimular processos inflamatórios e agravar condições como acne, dermatites e sensibilidade cutânea. Com o tempo, noites mal dormidas podem contribuir para a perda de viço e para o envelhecimento precoce da pele.
Por outro lado, uma boa noite de sono atua quase como um tratamento de beleza natural. Durante o descanso adequado, a pele consegue se regenerar com mais eficiência, mantendo a barreira cutânea equilibrada e a hidratação em níveis ideais.
O resultado costuma ser uma pele com aparência mais luminosa, uniforme e descansada. Por isso, dormir bem não é apenas uma questão de bem-estar geral, mas também um hábito essencial para manter a pele saudável e bonita.
Como ter uma boa higiene do sono?
Evite cafeína após as 18h: bebidas como café, chá-preto, refrigerantes e energéticos têm efeito estimulante e podem permanecer no organismo por várias horas, dificultando o relaxamento e o início do sono.
Não faça atividades físicas intensas perto da hora de dormir: exercícios muito vigorosos aumentam a frequência cardíaca, a temperatura corporal e a liberação de adrenalina, o que pode deixar o corpo mais alerta justamente quando ele deveria estar desacelerando.
Crie um ritual pré-sono: considere ter hábitos relaxantes antes de dormir - como tomar um chá calmante, ler um livro ou tomar um banho morno - ajuda o cérebro a entender que é hora de desacelerar e se preparar para o descanso.
Reduza o uso de telas e luzes fortes à noite: celulares, tablets e computadores emitem luz azul, que pode inibir a produção de melatonina, o hormônio responsável por regular o ciclo do sono.
Prefira refeições mais leves no período da noite: refeições muito pesadas ou ricas em gordura podem dificultar a digestão e causar desconforto, prejudicando a qualidade do sono.
Pratique atividade física com regularidade: exercícios ao longo do dia ajudam a regular o ritmo biológico, reduzir o estresse e favorecer um sono mais profundo e reparador.
Cuide da gestão do estresse: ansiedade e preocupações constantes podem manter a mente em estado de alerta. Técnicas de relaxamento, respiração, meditação ou momentos de pausa no dia ajudam a preparar o corpo para dormir melhor.
Em caso de insônia persistente, procure ajuda médica: dificuldades frequentes para dormir ou manter o sono podem indicar distúrbios do sono que precisam de avaliação e orientação profissional.
Dormir bem é quase como um remédio preventivo para toda nossa saúde, não apenas para a pele. Então, cuide do seu sono.
Um forte abraço e até o próximo domingo!
Daniela Hueb - Médica, CRM-SP 96.027