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Além da vontade: emagrecer aos 40 requer estratégia certa

da Redação
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Mudança no estilo de vida, alimentação balanceada e prática de atividades físicas auxiliam no processo
Mudança no estilo de vida, alimentação balanceada e prática de atividades físicas auxiliam no processo

Depois dos 40 anos, o corpo passa por diversas mudanças, como a redução da massa muscular, queda gradual de hormônios, menor gasto calórico, entre outros sintomas que retardam a perda de peso. Mas com um bom planejamento dá para emagrecer até com mais consistência de quando se era mais novo.

Isso porque quando usamos algumas estratégias adequadas à idade, como alimentação balanceada, prática de atividades físicas específicas e mudança no estilo de vida, o resultado vem.

Thiago Viana, médico do esporte e nutrólogo, com foco no emagrecimento, esclarece que perder peso depois dos 40 leva mais tempo.

"As pessoas costumam pensar que isso acontece porque o corpo 'travou'. Porém, essa demora acontece porque o gasto calórico é menor e há mais perda de músculo. Vou dar um exemplo: uma pessoa que comia 'normal' aos 30 anos, pode começar a ganhar peso aos 40 sem mudar nada. Não é exagero, é o corpo funcionando diferente. Mas isso não significa que é impossível emagrecer, mas sim que agora a pessoa precisa de estratégia", explica o médico.

ESTILO DE VIDA

É preciso dizer que, depois dos 40 anos, o estilo de vida é um dos fatores determinantes para a saúde e o desempenho físico, com impacto direto sobre o metabolismo e a composição corporal.

O sedentarismo acelera a perda de massa muscular, comprometendo a funcionalidade e a qualidade de vida.

E noites mal dormidas aumentam a fome e a resistência à insulina, enquanto o estresse eleva os níveis de cortisol, favorecendo o acúmulo de gordura abdominal.

"Estudos mostram que pessoas que dormem apenas cinco horas por noite tendem a consumir mais calorias no dia seguinte, apresentam maior desejo por açúcar e têm pior desempenho físico", diz.

Alimentação

"Um ótimo exemplo é trocar o consumo de pão branco mais suco, por ovos, frutas e café. Isso melhora saciedade e controle glicêmico. Estudos mostram que dietas com maior teor proteico ajudam na preservação de massa magra durante o emagrecimento", indica o médico Thiago Viana.

Um dos pontos mais importantes na estratégia de emagrecimento depois dos 40 anos é a alimentação. Ter refeições equilibradas, escolher os melhores produtos e ficar de olho na quantidade de comida no prato são fundamentais para o processo. Por isso, é importante priorizar:

• Proteína adequada (preservar músculo)

• Reduzir os ultraprocessados

• Controlar os carboidratos refinados

• E ter uma boa ingestão de fibras

Existem diferenças entre homens e mulheres?

A resposta é sim. Existem diferenças claras no processo de emagrecimento entre homens e mulheres. Naturalmente, elas tendem a ter mais gordura corporal.

Além disso, sofrem impacto da menopausa e apresentam queda de estrogênio, que favorece o acúmulo abdominal.

Já neles acontece a diminuição de testosterona com o passar do tempo, e isso reduz a massa muscular e aumenta gordura visceral.

Porém, o médico destaca que o princípio é o mesmo para ambos, quanto menos músculo, pior o controle hormonal e, com isso, mais dificuldade para emagrecer.

"Depois dos 40 anos, o homem começa a apresentar a famosa 'barriga de chopp'. Já a mulher tem aumento da gordura centralizada, principalmente após a menopausa", afirma.

Exercícios físicos

A prática regular de exercícios físicos é essencial para a saúde, e a musculação se destaca como uma das opções mais completas por preservar e aumentar a massa muscular, melhorar o metabolismo, proteger as articulações e reduzir o risco de doenças. "Uma rotina simples pode incluir três sessões semanais de musculação, combinadas com duas a três sessões de caminhada ou cardio leve, promovendo um cuidado mais abrangente com o corpo e o bem-estar", aconselha o médico. Thiago ainda dá uma última dica. "Quando a pessoa ajusta os pilares de alimentação, exercício e sono, o resultado vem. Talvez não tão rápido quanto aos 20, mas muitas vezes mais consistente e sustentável", finaliza.

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