ECONOMIA

Porto Seco de Bauru tem recorde histórico e cresce 19,5% em 2025

Por | da Redação
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Divulgação
O desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações, que avançaram cerca de 22%, enquanto as importações cresceram 15,7%
O desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações, que avançaram cerca de 22%, enquanto as importações cresceram 15,7%

O Porto Seco da Brado Logística em Bauru encerrou 2025 com o maior volume de cargas já registrado desde o início de suas atividades. Foram 16,3 mil contêineres movimentados ao longo do ano, um crescimento de 19,5% em relação a 2024 e indicativo de retomada do ritmo de expansão da operação no interior paulista.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações, que avançaram cerca de 22%, enquanto as importações cresceram 15,7%. A operação do terminal é totalmente rodoviária e se concentra no escoamento de commodities agrícolas e cargas refrigeradas, com destaque para amendoim, limão e avocado.

Segundo André Lozigia, gerente do terminal, o desempenho está atrelado a uma estratégia logística que posiciona o local não apenas como ponto de passagem, mas como uma estrutura de apoio à gestão de estoques dos clientes. "Muitos dos nossos clientes usam a estrutura como um hub logístico, trazendo cargas para armazenagem temporária e ajustando o fluxo de distribuição conforme a demanda", explica.

Principal motor desse crescimento, o amendoim registrou aumento de 43% na movimentação no período. Os embarques tiveram como destino mercados estratégicos como a Rússia, China, Argélia, Holanda e África do Sul, ampliando a presença internacional da empresa nesse segmento.

Esse resultado também reflete uma recuperação após um ano atípico para a cadeia produtiva. A safra 2023/24 foi impactada por estresse hídrico e irregularidade de chuvas, o que atrasou a colheita em até 30 dias e reduziu o ritmo de transporte. Com isso, o volume registrado no ano anterior ficou abaixo do potencial da operação.

"O ano de 2024 acabou fugindo do padrão por fatores externos, mas em 2025 voltamos ao nosso ritmo, com ganho de escala e mais previsibilidade", afirma Lozigia.

Com o aumento do volume, a Brado também investiu na eficiência da operação. Parte desse avanço vem dos investimentos realizados nos últimos dois anos.

O terminal passou por adequações de infraestrutura que ampliaram sua capacidade operacional, com a modernização do parque de equipamentos e a substituição completa das empilhadeiras a combustão por modelos elétricos, o que reduziu as emissões de gases de efeito estufa e aumentou a produtividade, com menor tempo de parada para manutenção.

A expansão continua em 2026. Com área total de 72 mil m², sendo 28 mil m² dedicados à operação, o terminal passa por novas obras que devem elevar em cerca de 15% a capacidade de armazenagem e gerar ganho de até 25% em eficiência operacional.

Entre as melhorias previstas, estão a instalação de dois galpões lonados, a ampliação do sistema drive-in e a implementação de estruturas cantilever, voltadas ao armazenamento de cargas longas, volumosas e pesadas, como são os contêineres.

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