OPINIÃO

Por que falhamos?

Por Sidnei Rodrigues | O autor é colaborador de Opinião
| Tempo de leitura: 1 min

“Por que falhamos - O Brasil de 1992 a 2018 ” é o título do livro de autoria de Cristovam Buarque, um político que vivenciou a era da ditadura militar e a transição política. Cristovam analisa o Brasil depois da restauração da Democracia e os resultados dos sucessivos governos compostos pela via direta.

O autor se mostra frustrado com os níveis ainda alarmantes e inaceitáveis do analfabetismo no Brasil. Idem com os milhões de brasileiros sem acesso à água potável e saneamento básico.

Confessa-se desolado com os níveis de corrupção na política na era pós-ditadura, resultado da prevalência da defesa dos interesses corporativistas em detrimento da melhora na distribuição de recursos para uma vida melhor do cidadão comum.

Em resumo, governos ditos democráticos eleitos pelo voto direto, de orientação esquerdista ou direitista, não souberam ou não quiseram fazer do Brasil um país mais justo para todos os estratos sociais, como se prometia na campanha das Diretas-Já, que demonizava a ditadura militar e apresentava a “restauração do Estado Democrático de Direito” como solução para todas as chagas sociais de então.

O resultado da análise de Cristovam se mostra simétrico com um dos últimos discursos de Ernesto Geisel, quando o então presidente já alertava que muitos ferrenhos defensores da Democracia tinham conduta norteada por interesses pessoais e não por espasmos de patriotismo.

No Brasil da época da ditadura militar, as obras públicas eram superfaturadas entre 20% e 40%. Hoje, se bobearem, triplicam o preço de uma obra.

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