O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) recuou pelo 14º mês consecutivo, atingindo 48,2 pontos em fevereiro. Valores abaixo de 50 indicam falta de confiança, influenciada principalmente pelos juros altos. A CNI - Confederação Nacional da Indústria estima que o PIB industrial cresça 1,1% em 2026, um ritmo mais lento que o avanço esperado para a economia geral (1,8%).
Varejo brasileiro: desacelerou
As vendas do varejo ampliado fecharam 2025 com alta de apenas 0,1%, indicando uma perda de fôlego no setor. A Fecomercio-SP reportou que os estoques no varejo encolheram em fevereiro, o que pode sinalizar uma postura mais cautelosa dos lojistas. Apesar da queda pontual de 0,4% em dezembro, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) projeta que as vendas nominais subam até o final de fevereiro de 2026.
Serviços e Setor Externo
O setor de serviços continua sendo um pilar importante, embora nós economistas alertarmos que a inflação persistente no setor mantém o Banco Central em alerta. Já no setor externo, a parcial da balança comercial de fevereiro de 2026 registra um superávit acumulado de US$ 2,83 bilhões. Já o Investimento Direto no País (IDP), recursos injetados em investimentos produtivos, em capital teve um salto significativo em janeiro de 2026, passando de US$ 3,3 bilhões na comparação anual.
Tendências do consumo para 2026
As tendências de consumo para 2026 refletem um consumidor mais pragmático, que utiliza a inteligência artificial (IA) para economizar e prioriza a saúde mental em suas decisões de compra. Os pilares que estão moldando o mercado este ano. IA como Assistente de Compras (Personal Shopping). O consumidor não apenas aceita, mas espera que algoritmos façam o "trabalho sujo". Curadoria Preditiva: de acordo com o relatório da WGSN para 2026, a "IA Preditiva" ajudará o cliente a reduzir a fadiga de decisão, filtrando produtos com base em hábitos de vida reais, não apenas cliques anteriores.
Outras tendências do consumo
Busca por Valor: ferramentas de comparação em tempo real estão forçando o varejo a ser mais transparente com preços. Foco em Bem-Estar e "Slow Living". Após anos de hiperestimulação digital, o consumo agora gira em torno da desconexão e do cuidado pessoal. Economia do Cuidado: cresce a busca por produtos que promovam o sono, a redução do estresse e o bem-estar mental. O E-commerce Brasil destaca que a experiência do cliente deve ser focada em "suporte" e não apenas em venda agressiva.
Mais tendências do consumo
Consumo Consciente: a sustentabilidade deixou de ser diferencial para ser pré-requisito, com foco em produtos duráveis e cadeias de suprimento éticas. Social Commerce e "Live Shopping". A forma de comprar mudou do site de busca para as redes sociais. Vendas em Tempo Real: o modelo chinês de Live Commerce (vendas ao vivo com influenciadores) se consolidou no Brasil, especialmente nos setores de moda e cosméticos. Micro-comunidades: o consumidor confia mais em indicações de nicho (comunidades no Discord, WhatsApp ou grupos segmentados) do que em grandes campanhas publicitárias. Conveniência e Pagamento (Pix e além). Pix Automático: a popularização definitiva de pagamentos recorrentes via Pix facilitou modelos de assinatura para serviços do dia a dia (limpeza, alimentação, pet shop). Omnicanalidade Fluida: A expectativa é que o varejo físico e o digital sejam uma coisa só: comprar online e retirar na loja em minutos, ou experimentar na loja e receber em casa com um QR Code.
De olho no orçamento doméstico
Lá se foram os dois primeiros meses do ano, portanto, não dá mais para adiar o controle do orçamento doméstico. Não perca mais tempo, liste seus gastos e se as contas não estão fechando, aja na busca do equilíbrio. Reúna a família e discuta o uso racional do dinheiro. Mãos à obra.
Mude já, mude para melhor!
"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca." (Apocalipse 3:15-16). Reflita. Mude já, mude para melhor!