CONFUSÃO

Câmeras ou radares nas ruas de Bauru? Saiba a diferença

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Guilherme Matos e Douglas Willian
Câmera do Muralha Paulista (à esquerda)  e radar de velocidade (à direita)
Câmera do Muralha Paulista (à esquerda) e radar de velocidade (à direita)

Nas últimas semanas, moradores de Bauru se surpreenderam com a instalação de novos equipamentos em diferentes pontos da cidade. À primeira vista, eles lembram os radares de velocidade já conhecidos, mas têm funções distintas, já que os novos dispositivos são câmeras integradas ao Muralha Paulista, voltado para a segurança pública e não fiscalização de trânsito.

A diferença está no formato e na tecnologia usada. Os radares administrados pela Emdurb medem a velocidade dos veículos e aplicam multas a quem ultrapassa o limite. Já as câmeras do programa Muralha Paulista são de vigilância, equipadas com sistemas de leitura de placas e, em alguns casos, reconhecimento facial.

Esses dispositivos não fiscalizam o trânsito. Eles foram projetados para identificar veículos furtados ou roubados e auxiliar na localização de pessoas desaparecidas ou foragidas da Justiça. Instaladas em pontos estratégicos, as câmeras transmitem informações em tempo real para as forças de segurança. Além disso, os radares de velocidade são mais robustos e carregam mais câmeras.

A novidade atende a uma promessa recente da prefeita Suéllen Rosim (PSD), que formalizou a adesão de Bauru ao Muralha Paulista em reunião com o secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite, no final de agosto.

A medida faz parte de um esforço conjunto entre município e Estado para reforçar o combate ao crime.

O governo estadual também lançou, nesta semana, uma nova fase do programa, permitindo que cidadãos e empresas cadastrem voluntariamente suas câmeras particulares, desde que voltadas para a via pública. As imagens se somam ao sistema oficial e são analisadas por inteligência artificial, ampliando a rede de monitoramento.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a expansão busca criar um "controle da mobilidade criminal" em todo o território paulista, sem que os colaboradores tenham acesso às informações coletadas. O uso segue a Lei Geral de Proteção de Dados.

Os equipamentos que surgiram nas ruas de Bauru não multarão motoristas.

Eles são parte de uma estratégia de segurança pública, voltada ao rastreamento de crimes e à rápida identificação de suspeitos.

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