A Secretaria de Educação enfim concluiu a licitação cujo objeto é contratar uma empresa para reformar o prédio original da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Dirce Boemer Guedes de Azevedo. O imóvel está situado na rua Antônio Dezembro, no Parque Bauru, no cruzamento com a Jorge Schneyder Filho.
O certame, segundo publicação em edição extra do Diário Oficial do Município (DOM) na terça-feira (28), foi vencido pela construtora Alpha Vitória, que terá 18 meses para iniciar e concluir a reforma na Emef, prazo que ainda pode ser prorrogado. O valor do contrato soma R$ 6,4 milhões.
O processo administrativo sobre a reforma da unidade foi iniciado ainda em 2021, no primeiro ano do governo Suéllen Rosim (PSD), mas a licitação de fato só foi aberta no ano passado.
A Dirce Boemer foi transferida duas vezes desde que o prédio original foi esvaziado, em 2021, medida necessária porque havia inadequações no imóvel. Já havia uma empreiteira trabalhando no local desde a gestão Clodoaldo Gazzetta, mas o contrato acabou rompido pela atual prefeita.
Desde então a escola não tem um espaço para chamar de seu. A princípio a Emef foi transferida para o Centro de Treinamento e Vivência (CTV), mas a infraestrutura do prédio não era adequada. Na sequência os alunos foram remanejados à antiga escola Guedes de Azevedo, na rua João Poletti.
Um novo anúncio, porém, pegou os trabalhadores, alunos e pais de alunos da instituição de surpresa: o governo informou um novo remanejamento da escola, desta vez para a antiga escola Santa Maria, na Vila Santa Luzia.
A medida gerou protesto. Treze vereadores assinaram ofício pedindo o cancelamento da transferência da Emef para o imóvel da antiga escola Santa Maria. Os únicos parlamentares que não subscreveram o documento foram Serginho Brum (PDT, hoje licenciado), Mané Losila (MDB), Miltinho Sardin (PSD) e Eduardo Borgo (Novo).
O novo imóvel também foi assunto polêmico. No início do ano, como noticiou o JC, duas salas de aula da Emef sofriam com fezes de morcego espalhadas sobre o piso. A Vigilância Sanitária de Bauru chegou a sinalizar a princípio que os dejetos eram de ratos, mas esse entendimento foi revisado.
A vereadora Estela Almagro (PT) chegou a ajuizar uma ação na Justiça para tentar barrar a transferência, mas não obteve êxito. O Ministério Público (MP) chegou a se manifestar no caso e admitiu que o novo prédio da Dirce enfrenta más condições, mas que a mudança na sede da escola é ato discricionário da prefeitura - argumento com o qual a Justiça concordou.
escolha sua cidade
Bauru
escolha outra cidade