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Reforma no prédio original de escola em Bauru deve enfim começar

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Larissa Bastos/JC Imagens
Até cavalo pastava no interior da Emef Dirce Boemer Guedes de Azevedo, no Parque Bauru
Até cavalo pastava no interior da Emef Dirce Boemer Guedes de Azevedo, no Parque Bauru

A Secretaria de Educação enfim concluiu a licitação cujo objeto é contratar uma empresa para reformar o prédio original da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Dirce Boemer Guedes de Azevedo. O imóvel está situado na rua Antônio Dezembro, no Parque Bauru, no cruzamento com a Jorge Schneyder Filho.

O certame, segundo publicação em edição extra do Diário Oficial do Município (DOM) na terça-feira (28), foi vencido pela construtora Alpha Vitória, que terá 18 meses para iniciar e concluir a reforma na Emef, prazo que ainda pode ser prorrogado. O valor do contrato soma R$ 6,4 milhões.

O processo administrativo sobre a reforma da unidade foi iniciado ainda em 2021, no primeiro ano do governo Suéllen Rosim (PSD), mas a licitação de fato só foi aberta no ano passado.

A Dirce Boemer foi transferida duas vezes desde que o prédio original foi esvaziado, em 2021, medida necessária porque havia inadequações no imóvel. Já havia uma empreiteira trabalhando no local desde a gestão Clodoaldo Gazzetta, mas o contrato acabou rompido pela atual prefeita.

Desde então a escola não tem um espaço para chamar de seu. A princípio a Emef foi transferida para o Centro de Treinamento e Vivência (CTV), mas a infraestrutura do prédio não era adequada. Na sequência os alunos foram remanejados à antiga escola Guedes de Azevedo, na rua João Poletti.

Um novo anúncio, porém, pegou os trabalhadores, alunos e pais de alunos da instituição de surpresa: o governo informou um novo remanejamento da escola, desta vez para a antiga escola Santa Maria, na Vila Santa Luzia.

A medida gerou protesto. Treze vereadores assinaram ofício pedindo o cancelamento da transferência da Emef para o imóvel da antiga escola Santa Maria. Os únicos parlamentares que não subscreveram o documento foram Serginho Brum (PDT, hoje licenciado), Mané Losila (MDB), Miltinho Sardin (PSD) e Eduardo Borgo (Novo).

O novo imóvel também foi assunto polêmico. No início do ano, como noticiou o JC, duas salas de aula da Emef sofriam com fezes de morcego espalhadas sobre o piso. A Vigilância Sanitária de Bauru chegou a sinalizar a princípio que os dejetos eram de ratos, mas esse entendimento foi revisado.

A vereadora Estela Almagro (PT) chegou a ajuizar uma ação na Justiça para tentar barrar a transferência, mas não obteve êxito. O Ministério Público (MP) chegou a se manifestar no caso e admitiu que o novo prédio da Dirce enfrenta más condições, mas que a mudança na sede da escola é ato discricionário da prefeitura - argumento com o qual a Justiça concordou.

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