Na sessão legislativa tumultuada da Câmara Municipal de Bauru nesta segunda-feira (18), em se tratando de situação e oposição, não teve vencidos e nem vencedores. Pelo contrário, perdeu o Parlamento como um todo.
A Mesa Diretora da Câmara, ao entrar com uma Adin-Ação Direta de Inconstitucionalidade exerceu seu direito legal, tanto é que foi amparada pelo Tribunal de Justiça. No entanto, foi afoita e praticou o açodamento ao não comunicar antes a iniciativa para os demais vereadores. Jogo de cintura, caldo de galinha e cautela não fazem mal a nenhum Parlamento e a ninguém.
Já a oposição trocou a razão pela emoção ao pedir a destituição dos vereadores da Mesa Diretora. Talvez tenham se esquecido que teve vereador oposicionista que usou o mesmo critério de defesa da minoria na Justiça para poder aprovar uma CEI - Comissão Especial de Inquérito nesta Legislatura.
E obteve êxito no Poder Judiciário.
Ou seja, essa prática materializa a velha filosofia hipócrita do "faça o que digo , mas não faça o que faço".
Ocorreu um desgaste desnecessário que não é aconselhável perto de uma eleição municipal que ocorrerá daqui a quase 7 meses. E já diziam nossos avós: "Casa que falta pão, todo mundo grita, mas ninguém tem razão!"
PS - Parlamentares da Câmara Federal, das Assembleias Legislativas e das Câmaras Municipais têm que aprender que oposição não se faz com raiva, ódio e inveja.
E sim fiscalizando e apresentando sugestões construtivas.
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