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Sesi-Senai de Bauru é campeão geral da etapa classificatória para o mundial de robótica


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Divulgação
Time Octopus 7567 é formado por dez alunos e cinco professores mentores
Time Octopus 7567 é formado por dez alunos e cinco professores mentores

A equipe de robótica Sesi-Senai Bauru Octopus 7567 foi a campeã geral do torneio nacional classificatório para o mundial de robótica da ONG estadunidense For Inspiration and Recognition of Science and Technology (First). A etapa foi realizada entre os dias 29 de fevereiro e 2 de março, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília (DF).

A equipe de Bauru, formada por 10 alunos, ganhou o “Impact Award”, prêmio de maior prestígio da First, concedido ao time que melhor representa um modelo a ser seguido pelos demais e que melhor incorpora o propósito e os objetivos da organização. Ao todo, mais de 2 mil alunos de ensino fundamental, ensino médio e cursos técnicos de todo o Brasil, divididos em 62 equipes, participaram da disputa.

“Nesta segunda-feira, às 15h, chegaremos ao Aeroporto de Arealva e nos encontraremos com equipes e viaturas do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar na avenida Nações Unidas Norte, saindo em carreata até o Senai Bauru para comemorar essa conquista”, adianta Ademir Redondo, diretor da unidade local.

VAGA GARANTIDA

Ele explica que a equipe de robótica Sesi-Senai Bauru Octopus 7567 é composta por mais de 30 alunos, mas, para a competição da First, os professores mentores podiam selecionar apenas dez. Foram escolhidos, então, oito alunas e dois alunos entre 15 e 18 anos matriculados no ensino médio no Sesi e no curso técnico do Senai, critérios exigidos para participarem da modalidade de robôs industriais First Robotic Competition (FRC).

“No dia 6 de janeiro, eles receberam as orientações sobre as missões que o robô deveria realizar e, em 45 dias, tiveram que projetá-lo, produzi-lo, programá-lo e despachá-lo para o local do evento”, detalha. Os bauruenses ficaram em 4.º lugar no ranking final, mas ganharam o prêmio “Impact Award” e, com isso, garantiram vaga para o mundial, que será realizado em Houston, nos Estados Unidos, entre 17 e 20 de abril.

Redondo explica que esta premiação é concedida à equipe com impacto mais significativo entre os participantes e a comunidade durante um período sustentado, não apenas em uma única temporada. “O vencedor é capaz de demonstrar o progresso na missão da First em transformar nossa cultura e convidada para o campeonato onde competirão pelo ‘Impact’ contra vencedores de outros eventos classificatórios”, pontua.

OPORTUNIDADE

Os juízes afirmaram que a equipe bauruense teve uma “sacada incrível e criou uma ferramenta de ensino criativa, divertida e interativa”, onde são explorados diversos temas, como, por exemplo, aerodinâmica. “O alcance foi fantástico, pois foi traduzido para cinco línguas, incluindo três nativas do Brasil. Desta forma, eles conseguiram abraçar muita gente, com certeza deve ter sido por causa dos oito braços do seu mascote octopus (polvo)”.

Os cinco mentores da equipe, que é tetracampeã, são Daniel Peral e Daniele Ortiz, ambos do Sesi Bauru, e Marcos Rocha, Luiz Zanini e Ademir Redondo, do Senai Bauru. Redondo destaca a relevância da oportunidade gerada aos alunos.

“São jovens que, além de se dedicarem para ampliarem seus conhecimentos em tecnologia, engenharia, matemática, também avançam nas ações sociais, buscando impactar o maior número de pessoas. Eles montam oficinas de robótica para as crianças e jovens, especialmente nas comunidades que o acesso ainda não chegou, desenvolvendo, nesses impactados, o desejo e a oportunidade de terem um futuro promissor e de sucesso profissional”, completa.

Ferramenta de ensino interativa criada pelos alunos explora diversos temas, como, por exemplo, aerodinâmica
Ferramenta de ensino interativa criada pelos alunos explora diversos temas, como, por exemplo, aerodinâmica

Comentários

1 Comentários

  • Tati 04/03/2024
    Parabéns!!! Só tem que ser o Sesi mesmo, pq as escolas públicas nem kits de robótica tem! Tive um amigo que teve que gastar em torno de 2 mil do bolso dele, pra comprar um kit de robótica pra lecionar em escola pública! Hj, ele não quer voltar mais pro ensino público por não existir valorização. A valorização dos professores da rede pública só acontece na boca dos políticos em época de eleições.