GREVE

Magistério local entra em greve nesta terça-feira

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sinserm/Divulgação
Assembleia do Sinserm na semana passada; segundo o órgão, cerca de 200 servidores deliberaram pela greve
Assembleia do Sinserm na semana passada; segundo o órgão, cerca de 200 servidores deliberaram pela greve

Servidores da rede municipal de ensino estão em greve a partir desta terça-feira (6). A decisão, anunciada pelo Sindicato dos Servidores Públicos (Sinserm) na noite desta segunda (5), decorre da falta de posicionamento do governo em torno do Projeto de Lei (PL) que regulamenta o piso do magistério local, previsto em lei federal desde 2008 e reafirmado recentemente numa sentença que condenou Bauru a cumprir a base salarial da categoria.

A ameaça de greve já havia sido sinalizada na semana passada depois de uma assembleia no sindicato que reuniu pouco mais de 200 profissionais do magistério municipal e que discutiu a proposta do governo Suéllen Rosim (PSD) sobre o piso - o texto foi encaminhado à Câmara, mas nem chegou a ser votado após apontamentos do sindicato.

Na assembleia da categoria da semana passada, realizada na quinta-feira (1), o Sinserm elaborou junto aos trabalhadores propostas de alterações no projeto. A principal exigência da categoria está relacionada à garantia de que o professor tenha no mínimo um terço da jornada básica legal sem interação com o aluno - previsão da lei do piso do magistério que não consta do texto enviado à Câmara pela administração.

O documento com as mudanças exigidas foi encaminhado à prefeita Suéllen ainda na sexta. O prazo de espera por uma resposta dado pelo Sinserm se encerrou nesta segunda. Até houve um retorno, mas insatisfatório na avaliação da entidade.

"A resposta da prefeita chegou com uma hora de atraso e não contemplou o que foi decidido em assembleia. Suéllen disse que encaminharia a proposta para análise da Secretaria de Negócios Jurídicos, uma nítida manobra para desmobilizar o movimento [do magistério]. A deliberação da assembleia foi clara: sim ou não para a minuta formatada pelos trabalhadores", afirmou o sindicato em comunicado à imprensa nesta segunda.

A categoria volta a se reunir na manhã desta terça-feira para discutir os próximos passos na sede do Sinserm, na rua Engenheiro Saint Martin 14-38, Centro, a partir das 8h.

Em nota encaminhada à imprensa na noite de ontem, por sua vez, a Prefeitura de Bauru criticou a decisão e afirmou ser um "abuso do direito constitucional à greve. "Trata-se de uma greve sem justificativas. Todas as medidas judiciais serão adotadas para garantir o direto às aulas por nossos alunos. A prefeitura lamenta o abuso do direto constitucional de greve que vem sendo usado politicamente, já que a atual gestão municipal nunca negou diálogo, fazendo o possível para atender as demandas da categoria", disse o governo na nota.

Comentários

1 Comentários

  • Hilário Nunes da Silva 06/02/2024
    Justamente no dia que nossas crianças voltam, sacanagem.