POLÍCIA

Lins: preso suspeito de assassinar idoso para encobrir furtos e desvios

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Larissa Bastos
Além de levar um golpe na cabeça, a vítima teve a residência incendiada, segundo a polícia, e morreu por asfixia
Além de levar um golpe na cabeça, a vítima teve a residência incendiada, segundo a polícia, e morreu por asfixia

A Polícia Civil de Lins (102 quilômetros de Bauru) prendeu temporariamente, nesta segunda-feira (22), o suspeito de assassinar um idoso de 70 anos em setembro de 2022, com objetivo de encobrir furtos e crimes de estelionato que teria praticado contra ele. Além de levar um golpe na cabeça, a vítima teve a residência incendiada, segundo a polícia, e morreu por asfixia. Na casa do investigado, foram apreendidos cartões bancários e mercadorias compradas no nome do idoso.

As investigações que levaram ao esclarecimento do crime foram conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). De acordo com o delegado Wanderley Gonçalves Santos, em julho de 2022, a vítima registrou um boletim de ocorrência (BO) narrando o extravio de seus documentos. Em agosto, ela voltou a procurar a polícia para denunciar empréstimos bancários contratados em seu nome, sem sua autorização.

No mês seguinte, o idoso morreu após sua residência ser incendiada. "Durante minucioso trabalho de investigação, verificou-se que a vítima teria morrido asfixiada pela fumaça/fogo. No entanto, chamou a atenção que, mesmo carbonizado, o corpo da vítima apresentava sinal de lesão na cabeça, indicativo de possível pancada desferida antes de sua morte, logo, de eventual homicídio", conta o delegado.

"Ao ser cumprido mandado de busca na casa do investigado, foram encontrados cartões bancários em nome da vítima, foto da vítima, correspondência de alteração de senha bancária da conta da vítima, cupons de compras no comércio em nome da vítima, além de mercadorias que foram compradas com o cartão da própria vítima antes e depois de sua morte", completa o titular da DIG de Lins.

Durante o interrogatório, o suspeito negou os crimes. "Porém, sua versão foi contraditória com as provas dos autos, levando a crer, portanto, se tratar do provável autor do crime hediondo, tendo sido indiciado pela suposta prática de homicídio qualificado por motivo torpe, pelo emprego de fogo e para ocultar crime anterior, bem como em concurso com estelionatos, furtos e incêndio", revela Santos. A prisão temporária, por trinta dias, poderá ser prorrogada por igual período.

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