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Transtorno bipolar: a forte variação de humor


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O cantor Lucas Lucco compartilhou em suas redes sociais que vai se afastar dos palcos por um tempo para tratar de sua saúde mental. O artista sertanejo foi diagnosticado com Transtorno Afetivo Bipolar. Em seu texto, ele afirma que precisou adiar e cancelar shows duas vezes este ano por conta de crises que enfrentou, mas que sua saúde começou a piorar em novembro.

"Ficou muito intenso. De lá pra cá, fiquei sem sintomas somente durante três dias desses 30. Já estava fazendo um tipo de tratamento e agora resolvi buscar um profissional especializado que, no meu caso, mudou totalmente a abordagem para me ajudar na estabilização", afirmou o cantor.

Ele pediu desculpas aos fãs, mas disse que agora precisa focar em sua recuperação para ficar 100% bem para o filho, o palco e para as empresas que ele administra. "Seja gentil com todo mundo, porque você nunca sabe o que aquela pessoa está vivendo nos bastidores, e que muitas, ao sair de casa, escolhem uma máscara para usar", escreveu Lucas.

Estima-se que o transtorno bipolar acomete de 1% a 2,5% dos brasileiros e apresenta primeiros sintomas em jovens entre 16 e 25 anos. O transtorno é uma condição crônica e sem cura caracterizada por uma forte variação de humor, que oscila entre episódios depressivos e eufóricos, separados por períodos de estabilidade. Especialistas afirmam que há dois tipos de bipolaridade.

No tipo 1, que acomete cerca de 1% da população mundial, há a evidência da euforia e é caracterizado por excesso de confiança, mania de grandiosidade, irritabilidade e humor superelevado, além de alucinações e delírios.

Já o tipo 2, que representa de 0,5% a 2% da população, há uma depressão mais aguda e ao menos um episódio brando de euforia. Nos dois quadros, as crises podem ser graves, moderadas ou agudas, e afetam sensações, ideias, emoções e o comportamento bipolar.

O transtorno bipolar se manifesta, principalmente, em pessoas com pais ou mães que já tenham a doença ou por alterações biológicas no cérebro.

Entre filhos de pessoas com o transtorno, a chance de desenvolver a bipolaridade é entre 10% e 20%. Fatores ambientais também podem desencadear a doença, como abusos e maus-tratos na infância, estresse na idade adulta, abuso de álcool e drogas na adolescência, traumas emocionais e estresse ambiental.

Além disso, pacientes com o transtorno bipolar têm maior propensão a desenvolver diabetes e obesidade, e cerca de metade das pessoas com o transtorno têm dificuldades cognitivas, como falta de concentração e dificuldade de foco no trabalho.

COMO SE TRATAR

O tratamento para os tipos de transtorno é feito com medicamentos de uso contínuo, como estabilizadores de humor, anticonvulsivantes e antipsicóticos para tratamento dos episódios de euforia, de depressão e também para prevenir recaídas.

Em alguns casos, pode ser necessário o uso de antidepressivos. Os médicos recomendam que os pacientes, assim que apresentar os primeiros sintomas, já procure um especialista para iniciar o tratamento e evitar o aumento dos episódios de oscilação de humor.

SINTOMAS

Nos períodos depressivos com duração entre duas semanas até meses:
- Falta de prazer
- Alterações de sono e de apetite
- Baixa energia
- Menor desejo sexual
- Ideias de suicídio

DO OUTRO LADO

Já nos períodos de euforia, que duram de 4 dias até meses:
- Humor expansivo
- Excitação
- Busca de coisas prazerosas
- Aumento considerável da atividade
- Diminuição da necessidade do sono
- Comportamentos impulsivos voltados para álcool, drogas, sexo e jogos de azar.

Lucas Lucco fez desabafo em rede social, e disse que sofre da doença; ele vai dar um tempo; cantor usou as redes sociais para avisar a seus fãs (crédito: Vadho Junyor/Agência O Globo)
Lucas Lucco fez desabafo em rede social, e disse que sofre da doença; ele vai dar um tempo; cantor usou as redes sociais para avisar a seus fãs (crédito: Vadho Junyor/Agência O Globo)

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