POLÍCIA

Bauru: ocorrência com apreensão de 89 quilos de maconha termina em morte

Por Larissa Bastos |
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Larissa Bastos
Morador estaria sozinho no imóvel quando foi abordado
Morador estaria sozinho no imóvel quando foi abordado

Um homem de 25 anos foi baleado por um policial militar (PM) e morreu, em uma ocorrência que resultou na apreensão de 89,7 quilos de maconha na Estrada do Horto, no Núcleo Habitacional Octávio Rasi, em Bauru. O caso foi registrado no início da tarde desta sexta-feira (20), e atendido por equipes da 4.ª Companhia do 4.º Batalhão de Caçadores (4.º BC).

De acordo com o tenente-coronel PM Paulo Cesar Valentim, comandante do 4.º BC, a corporação recebeu denúncia de que teria ocorrido uma entrega de um carregamento de drogas no endereço e que houve disparo de arma de fogo. Por isso, inicialmente, duas viaturas foram enviadas ao local para averiguar. Lá, abordaram L. A. S. S., que mora no imóvel e estava sozinho.

"Ele (L. A. S. S.) estava com uma mochila, onde havia uma quantia de maconha. Quando os policiais deram voz de prisão por causa da droga, ele tentou resistir à prisão e entrou em luta com os policiais, momento que pegou a arma de um dos PMs do coldre e os outros agentes, em defesa, efetuaram os disparos", detalha.

L. A. S. S. foi atingido por três tiros. "O Samu foi acionado e constatou o óbito. Depois, pedimos apoio do Canil do 13.º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) para uma vistoria na propriedade. E foi encontrada, em uma construção no terreno, uma grande quantidade de maconha armazenada", acrescenta o comandante do 4.º BC. Não foram localizadas armas de fogo na residência.

O ilícito encontrado totalizou 89,7 quilos e foi apreendido pela Polícia Civil, por meio da 2.ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (2.ª Dise) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), que apurará a origem da droga.

Também esteve presente equipe da 3.ª Delegacia de Homicídios (3.ª DH) da Deic, que investigará as circunstâncias da morte. A área foi periciada pela Polícia Técnico-Científica. "Também será instaurado um inquérito policial militar para apurar se houve crime militar", conclui o tenente-coronel, complementando que as pistolas dos PMs que dispararam foram apreendidas pela Polícia Civil.

O advogado Willian Luiz Candido Zanata Ferri, acionado por familiares da vítima, acompanhou o trabalho de perícia e os desdobramentos no local. “Todo o procedimento será apresentado à Polícia Civil, bem como à Corregedoria da Polícia Militar, para apurar se houve excesso por parte dos policiais ou não. Já a defesa da família aguardará o resultado da perícia para ver se realmente houve luta corporal ou não para, então, tomar as medidas judiciais cabíveis”, afirma.

Em frente ao imóvel, familiares e amigos de L. A. S. S., consternados com a situação, relataram que a vítima tinha antecedente criminal por tráfico de drogas, mas já havia cumprido a pena e não voltou a praticar o delito.

“A hora que cheguei aqui, pedi para ver o estado do meu primo porque vi a moto e o chapéu dele jogados no chão [na porteira que dá entrada à propriedade], mas os policiais não me deixaram entrar. Ele me escutou gritando nervosa e, para me acalmar, gritou ‘estou bem, prima’. Ele estava vivo. Ele não morreu na hora”, conta a parente de L. A. S. S., bastante abalada.

Comentários

2 Comentários

  • PAULO F SILVA 21/10/2023
    sempre a mesma história,o errado que está certo!
  • Tati 21/10/2023
    Traficante que põe a família ao sofrimento... todo mundo sabe o futuro do criminoso...