O Independência Futebol Clube foi eliminado da 11.ª Copa Semel/Ecovita de Futebol após um torcedor do time invadir o campo, ofender e agredir o árbitro Paulo Henrique Almeida no jogo entre Beija-Flor e Independência, ocorrido no dia 17 de setembro, em Bauru. Em notificação assinada pelo coordenador do torneio, Ubiratan Alves da Silva, a Secretaria de Esportes e Lazer (Semel) informou que a decisão foi baseada em provas testemunhais e vídeos anexados à súmula da partida, realizada no Estádio Distrital Horácio Alves Cunha, no Jardim Bela Vista.
A disputa, válida pela 13 rodada da 1.ª fase classificatória, terminou com o placar de 2 a 0 para o Independência, que pode recorrer da eliminação. As equipes que jogariam contra o time nas próximas rodadas vencem automaticamente a partida por W.O.
Na notificação, o departamento de futebol da secretaria transcreveu artigos do regulamento vigente, que prevê a retirada da Copa de agremiações cujos torcedores invadam o campo ou causem “tumulto grave, antes, durante ou após a partida, com agressão física ao árbitro” ou mesmo atletas e comissão técnica.
O time deve, ainda, “ressarcir financeiramente as despesas comprovadas de ordem médica, hospitalar, farmacêutica, material e jurídica”. Acrescentou, também, que a equipe deve ser afastada quando sua diretoria não é “capaz de reprimir a violência tentada ou consumada, nos estádios” por parte de atletas, comissão técnica e torcedores contra árbitros, assistentes e outros representantes do jogo.
Por meio de nota divulgada em suas redes sociais neste domingo (24), o Independência Futebol Clube afirmou "repudiar todo ato de violência" e que o ocorrido foi "um ato isolado". "O campo foi adentrado (ja que o portão estava aberto) ao final da partida por um pai de jogador, que ficou inconformado com a expulsão do seu filho após ser agredido pelas costas", pontuou, acrescentando que o agressor "tentou tirar satisfações com o arbitro da partida e foi prontamente contido pelo presidente do clube, que o retirou de campo".
Pontuou que tanto seu quadro diretivo, quanto sua torcida e jogadores são permanentemente orientados quanto às regras de jogo limpo e combate à violência e que todos mantêm o compromisso de continuar propagando a paz no esporte, somando esforços para o crescimento do futebol amador de Bauru. "As atitudes internas já foram tomadas e esperamos que a decisão da Semel seja revertida, individualizando a pena e não punindo toda uma comunidade, baseando-se em uma atitude isolada de um pai de jogador, que torce pelo filho e não tem lastro em nosso bairro", concluiu.