OPINIÃO

Autismo, carinho, oportunidade e direito a inclusão

Por Arnaldo Ribeiro |
| Tempo de leitura: 2 min
O autor é vice-presidente do Lions Qualidade de Vida/jornalista/contador, formado em Gestão Pública

Temos entre nós, no Brasil, mais de dois milhões de pessoas diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (T.E.A.). Os graus são os mais variados.

Há quem tenha dificuldades mais severas e precise de ajuda constante no dia a dia. Por outro lado, outros indivíduos apresentam habilidades extraordinárias e estão aptos aos mais diversos afazeres.

Esse é um universo amplo, mas que tem um ponto em comum: todos merecem o nosso amor, carinho e compromisso com a inclusão e oportunidade. Esse raciocínio parece lógico, mas quando nos debruçamos sobre as últimas notícias, é fácil perceber que há um longo caminho para que essa população e seus familiares tenham o respeito que merecem.

Desde 2012 existe a Lei Berenice Piana (Lei nº 12764/2012) que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Na prática, ela equipara a pessoa no espectro autista à pessoa com deficiência.

Isso significa direitos como a carteirinha de identificação, adaptação de ambientes ruidosos de trabalho e estudo, auxílio assistencial, prioridade no ressarcimento no imposto de renda, medicamentos de alto custo gratuitos, saque antecipado do FGTS dos pais (Lei 8036/90) entre outros.

Essa conscientização é dever de todos nós, mas só isso não basta. Há ainda diversas discussões que passam pela obrigatoriedade de tratamentos bancados pelos planos de saúde e vão até a criação de sessões de cinema mensais para pessoas com o TEA.

Só o fato de estarmos discutindo a questão já é um passo importante, mas é preciso mais atenção. Não podemos esquecer de falar das Entidades que trabalham com esse perfil, que contribuem e auxiliam não só ao assistido mas a toda família. Não podemos ficar apenas no campo das ideias, há toda uma população que precisa imediatamente de políticas públicas para se viver com mais qualidade. É preciso dar condições de crescimento e oportunidades para todos, é o que se espera da sociedade e essas Entidades fazem muito bem esse papel.

A frase citada no começo deste artigo de que "carinho, oportunidade e direito a inclusão" é muito fácil de ser verbalizada, criar condições de inclusão e preparar a nossa sociedade para essa mudança tão necessária é mais difícil. Contudo, com mais entendimento sobre o autismo, é possível sim vencer essa situação.

Cabe a cada um de nós buscar caminhos para que todos tenham o hoje e o amanhã muito melhor do que o ontem.

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