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Entrelinhas

da Redação
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JC Imagens

Suspense?

Quem acompanha as sessões legislativas da Câmara de Bauru à distância pode ter notado um intervalo maior do que o usual durante a reunião desta segunda-feira (4). Mas não houve mistério: os vereadores estavam todos reunidos numa sala comendo salgadinhos e bolo em comemoração ao aniversário do parlamentar Guilherme Berriel (MDB), que completou 51 anos ontem.

Apelo

O vereador Coronel Meira (União Brasil) vai protocolar uma Moção de Apelo ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) pedindo uma reconsideração da decisão que autorizou a transferência do coronel Hudson Covolan, ex-comandante do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4), lotado em Bauru, que foi reordenado para Osasco.

Motivo

"Pode não significar nada minha Moção de Apelo. Mas é a maneira como consigo ajudar. Não se justifica, de uma hora para outra, uma transferência como essa. Respeitamos as ordens superiores, mas faço esse pedido", disse o parlamentar nesta segunda-feira.

Crise na cúpula

A transferência do coronel Covolan gerou um enorme mal-estar na cúpula da Polícia Militar (PM), que criticou a maneira como o governo paulista tomou a iniciativa. O motivo da irritação dos oficiais não é a transferência. O problema estaria na forma como ela ocorreu, que classificam como desrespeitosa, e também por indicar uma possível perseguição pessoal.

Antecipamos

Esta coluna antecipou na última sexta-feira (30) a crise na corporação. O deputado federal Capitão Augusto (PL), policial militar reformado, afirmou que "nada justifica a transferência" e encaminhou um ofício pedindo informações sobre o caso ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Covolan soube da transferência, segundo informações, a partir do Diário Oficial.

Funprev 1

O rombo na Funprev ainda é um dos principais motivos de preocupação nos corredores do Palácio das Cerejeiras. A prefeita Suéllen Rosim (PSD) faz de tudo para evitar uma reforma na previdência municipal, mas a medida parece inevitável, na avaliação de interlocutores da fundação.

Funprev 2

Para cobrir o déficit atuarial, estimado em R$ 180 milhões, o governo vai aumentar a alíquota patronal de 22% para 28% e criar uma contribuição especial de 6% na Educação. E, ainda assim, segundo apurou a coluna, a conta não fecha: vão faltar cerca de R$ 13 milhões para zerar o caixa e estancar a crise.

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