O solstício de inverno de 2023, considerado o dia mais curto do ano (por causa do menor tempo de incidência de luz solar), ocorre nesta quarta-feira (21) e marca o início da estação mais fria no Hemisfério Sul, que seguirá até 23 de setembro próximo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com a influência do fenômeno El Niño, a previsão é que, na maior parte do Sudeste do País, o período seja marcado por tardes quentes e temperaturas baixas à noite, com predomínio de tempo seco. Inclusive, em Bauru, a expectativa é de que este primeiro dia tenha céu aberto, com mínima de 12 graus e máxim issa Bastos a de 27, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
De acordo com a meteorologista Caroline Vidal, do Inpe, o outono e inverno já são caracterizados pela estiagem no Sudeste, até quando não há impacto de fenômenos climáticos. "Este ano, porém, mesmo com o El Niño ainda em intensidade fraca, poderemos ter uma estação com o volume de chuvas ligeiramente abaixo da média, em comparação com anos anteriores", explica.
A informação reforça o alerta para os cuidados relacionados à baixa umidade relativa do ar, que pode causar danos à saúde e facilitar a propagação de incêndios, principalmente em áreas de vegetação.
MAIOR IMPACTO
Por outro lado, a meteorologista analisa que o maior impacto do El Niño será, de maneira geral, nos termômetros, que deverão permanecer acima do comum para a estação em grande parte do Sudeste do País nos próximos três meses, com as máximas podendo ultrapassar 25 graus à tarde. "No entanto, não é descartada a possibilidade de quedas bruscas pontuais na temperatura, devido à entrada de massas de ar frio", complementa.
Outra característica deste período é a grande diferença entre máximas e mínimas, chamada de amplitude térmica. O fenômeno é explicado pelos dias de céu aberto, de tempo seco e sem nuvens, que permitem a alta incidência de raios solares e o rápido aquecimento da Terra, assim como seu resfriamento quando o Sol se põe.