ENTREVISTA

Confira a Entrevista da Semana com a banda bauruense Calibrados

Por Guilherme Matos | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
JC Imagens
Integrantes da banda Calibrados, em entrevista na sala de reuniões do JC
Integrantes da banda Calibrados, em entrevista na sala de reuniões do JC

Atualmente com 12 tipos de shows diferentes, a banda bauruense Calibrados completa, em 2023, a marca de 15 anos de história. Se repertório e visual mudam a cada show, as influências do rock 'n' roll estão sempre presentes.

Com pegadas próprias, buscam renovação nas apresentações, que já passaram por mais de uma centena de cidades, seis estados e até por 'águas' internacionais.

"Quando ficamos algumas semanas fazendo eventos somente em Bauru, já dá 'siricutico', vontade de pegar estrada", conta Marcio Lanzarini, o 'Marcião', baixista da banda. No total, são quatro membros. Além dele, o guitarrista Rica Nogueira, o baterista Euler Silva e Tiago Xavier, que embala o público usando sua voz e guitarra.

Pertencentes à formação original, eles também fazem cerimônias de casamento personalizadas, além dos tributos. Uma das principais características do Calibrados é a irreverência, refletida no próprio nome da banda, batizada em uma mesa de bar.

Neste 'ritmo', nos próximos meses, a banda vai lançar um DVD gravado no Sesc com músicas autorais. A seguir, leia os principais trechos da entrevista:

Jornal da Cidade - Como conseguiram permanecer neste mercado por 15 anos?

Xavier - Entre um músico que não deu certo e um artista mainstream tem muita gente.

Marcião - Tem uma galera que faz música de fim de semana. Para outros, um hobby com outras fontes de renda. No nosso caso, todos vivemos somente de música e rock 'n' roll. Por isso, estamos sempre procurando nos renovar. Hoje temos cerca de 12 tipos de shows diferentes. Justamente para poder nos manter em atividade, tocando. Já tivemos programa de TV, de rádio etc. Na época da pandemia, sem poder fazer shows, fizemos um programa com a TV FIB no estilo podcast.

JC - Existe uma marca registrada do Calibrados nos shows e músicas?

Marcião - Cada show tem um visual diferente. Os figurinos e a setlist são personalizados. Também fazemos muitas cerimônias de casamento personalizadas, além dos tributos. Na última semana, por exemplo, fizemos uma homenagem a Raul Seixas, no Alameda. Mas também temos o Calibrados 80; Calibrados Country, Calibrados Retrô e a Mariachis Calibrados. Nessa última, por exemplo, apresentamos uma festa com a temática mexicana.

Rica - Nosso trabalho é pautado no rock 'n' roll. Ainda que, em muitos casos, a gente traga coisas de outros estilos para a linguagem do rock e à nossa linguagem própria. A gente, por exemplo, tem uma versão de Boate Azul que, quando tocamos, cai a casa. A gente costuma fazer coisas dentro da nossa linguagem. Pegar obras de outros artistas e trazer para nossa realidade e criar algo novo em cima disso. Nosso trabalho tem várias ramificações, mas dentro do rock. No entanto, temos a cabeça aberta para incluir vários estilos. Não dá nem pra dizer que a gente faz uma versão rock das coisas. A gente faz uma versão Calibrados.

JC - De onde vem a relação de vocês com a música?

Rica - Desde criança eu sempre gostei. Toquei na Banda Liceu, uma referência na cidade. E esta foi minha base musical. Mas chegou a adolescência e a guitarra 'destruiu' minha vida.

Marcião - Eu tinha duas bandas, uma com ele e outra com ele [apontando para Euler e Xavier] e atendia ele [Rica] quando trabalhava na Elo musical (loja de música). A gente se conhecia e, depois que nos juntamos, ficamos até os dias de hoje.

JC - Quais serão os próximos trabalhos?

Marcião - A gente já tem um trabalho autoral nas plataformas digitais. Muita coisa no Calibrados TV. Nos próximos meses, vamos lançar um DVD gravado no Sesc. Ele foi gravado em 2020, mas devido à pandemia não conseguimos trabalhar esse projeto. Ele será totalmente de músicas autorais.

Euler - É o segundo DVD que a gente vai lançar. O primeiro foi em 2012.

JC- Qual foi o show mais significativo para vocês?

Rica - No Moto Rock & Cruise [cruzeiro temático] dividimos palco com nomes renomados nacionais e internacionais como Marky Ramone, Sepultura, Dr Sin etc. Foi o mais significativo, mas atingiu uma menor quantidade de pessoas.

Marcião - Em 2016 fomos uma das 20 bandas selecionadas para participar do WebFestValda no Rio de Janeiro ao lado de bandas como Paralamas do Sucesso, Marcelo D2, Criolo, Suricato. Para este evento, vinham pessoas do país inteiro e prestigiaram nossa música. Foi nesse evento que tocamos uma música e fomos expulsos (risos).

Rica - Essa é uma piada de palco. Um stand up da banda, encerra o músico sem completar a piada.

O QUE OS 'CALIBRADOS' DIZEM:

"Não fazemos versão rock, a gente faz a versão Calibrados"

"Em casamentos que tocamos, os noivos contam começaram a namorar em um show do Calibrados"

"A gente costuma fazer coisas dentro da nossa linguagem. Pegar obras de outros artistas e trazer para nossa realidade e criar algo novo em cima disso"

"Nosso trabalho tem várias ramificações, mas dentro do rock. Temos a cabeça aberta para incluir vários estilos"

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