Em um Brasil onde reinava a ditadura implantada por Getúlio Vargas e seguida pelos seus asseclas, São Paulo lutava por uma Constituição que estabelecesse a igualdade social, isto é, onde todos os brasileiros fossem reconhecidos socialmente iguais perante a lei.
O movimento paulista criava corpo, mas a ditadura, que se sentia ameaçada, mantinha-se alerta, culminando com o trágico e lamentável acontecimento do dia 23 de maio de 1932 quando, com a intenção clara de por fim ao movimento paulista, custasse o que custasse, quatro jovens, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo foram, por conta dessa desumana ditadura, fria e cruelmente assassinados em São Paulo pelas forças comandadas pelo presidente brasileiro.
Para ser ter uma ideia da extensão da desumanidade dos mandantes, que nada mais faziam do que lutar pelo poder e das mordomias que desfrutavam, Dráusio era um menino de apenas 14 (catorze) anos de idade.
Em 23 de maio de 2023, comemoramos com pesar os 91 anos desse acontecimento, com o consolo de que, apesar de São Paulo sair derrotado no que diz respeito ao campo de batalha, a tão sonhada Constituição foi assinada dois anos depois, em 1934.
Apesar desse histórico exemplo, ultimamente o Brasil se tornou um corpo em queda livre onde a esmagadora maioria de seus políticos só visam a lucros pessoais, à dilapidação dos bens públicos e a fomentar a corrupção.
Infelizmente a dignidade, a responsabilidade, o respeito pelos direitos do cidadão, o reconhecimento dos limites de cada um, tornaram-se saudade.