OPINIÃO

O trágico e o bizarro na Agrishow de 2023

Por José Pedro Naisser |
| Tempo de leitura: 1 min

Desde 1994, a Festa do Agronegócio, transformada ao longo do tempo de Agrishow, de Ribeirão Preto, que é a maior Feira de Negócios da Agricultura da América Latina, sempre teve na sua abertura o comparecimento dos seus presidentes da República e seus ministros da Agricultura e presidentes dos bancos públicos e privados que financiam e promovem a Feira com seus créditos ao setor. Nessa, de Ribeirão Preto, o Banco do Brasil é o maior parceiro da organização.

Agora, para atrapalhar tudo, o ministro da Agricultura, sr. Carlos Fávaro, foi 'desconvidado' pela organização porque o governador de São Paulo, que estaria no palanque, convidou o ex-presidente Jair Bolsonaro para o evento, já que ele ajudou em muito o agronegócio.

Pena que tenha atrapalhado em muito na devastação na Amazônia.

Para piorar tudo isso, chegamos ao presidente Lula, que esteve presente porque o MST, ainda no abril vermelho, invadiu terras no Nordeste Brasileiro, causando um mal-estar para o presidente, que insiste em não colocar um basta na organização.

Moral da história: pela primeira vez em 28 anos não tivemos nem ministro nem presidente na Grande Festa do Agro Brasileiro.

Onde estão os estrategistas políticos e negociadores para que isso fosse evitado?

Não apareceu nenhum dos supostos atores ou protagonistas... Permanece a Feira do Trágico e do Bizarro com relação aos representantes dos governos. Isso é Brasil, o resto é o resto.

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