A novela em torno da presidência da Comissão de Ética da Câmara ganhou um novo capítulo ontem (23), último dia do prazo definido pelo presidente da Casa, Júnior Rodrigues (PSD), para que o grupo definisse seu novo presidente após um embate com o vereador Eduardo Borgo (PMB).
O vereador Markinho Souza (PSDB) foi o escolhido para dirigir a comissão, mas a palavra final será do Poder Judiciário. Isso acontece porque, a princípio, Borgo teria sido eleito para presidir o grupo de trabalho. A "eleição" do vereador, porém, foi definida a partir de assinaturas - o que foi contestado por parlamentares.
Uma ala contrária a Borgo argumenta que, como não houve um encontro que selasse a eleição do vereador, sua nomeação não possui validade. Foi este, aliás, o entendimento do consultor jurídico da Câmara, o advogado Arildo de Lima Júnior.
Na quarta-feira (22), numa contraofensiva à derrota entre os vereadores, Borgo entrou na Justiça pedindo a anulação da nova eleição e requerendo sua continuidade como presidente da Comissão de Ética da Câmara Municipal.
Ele solicitou ainda que o juiz o mantenha na presidência em caráter liminar, o que foi a princípio negado. Em despacho ainda na quarta-feira, o magistrado pediu que o Ministério Público (MP) seja ouvido no caso, o que deve acontecer hoje (24).
REUNIÃO
A reunião da Comissão de Ética aconteceu durante a suspensão dos trabalhos na sessão da Câmara desta quinta-feira. Borgo, embora presente na sessão, foi convidado e resolveu não comparecer ao encontro.
Depois, no que foi classificado por colegas como uma tentativa de tumultuar os trabalhos legislativos, o vereador foi aos microfones e fez uma série de questionamentos ao presidente da Casa. Ele disse, entre outras coisas, não ter conhecimento sobre o que foi tratado na reunião.
Júnior Rodrigues, porém, anunciou o encontro várias vezes nos microfones.
E o emedebista Guilherme Berriel foi pessoalmente até Eduardo Borgo para convidá-lo, mas o vereador não foi à reunião.
Markinho Souza interveio, informou que é o novo presidente da Comissão de Ética e impôs fim momentâneo a essa discussão.
NOVAS REGIONAIS
A Câmara de Bauru aprovou ontem, em segundo turno, o Projeto de Lei (PL) que autoriza a criação de duas novas subseções (regionais) da Secretaria de Administrações Regionais (Sear), uma no Mary Dota e outra na Vila Independência. O projeto prevê também a criação de 20 novos cargos, alguns dos quais comissionados, mas uma emenda apresentada pelo vereador Coronel Meira (União Brasil) e aprovada pelo plenário determina que as vagas sejam preenchidas por servidores de carreira - e não por indicados.