O Sesi e Senai, instituições de ensino e lazer vinculados à Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), se engajaram na campanha por doações às vítimas da tragédia que atingiu o litoral norte paulista no último final de semana e deixou pelo menos 46 pessoas mortas e outras 2.500 desabrigadas ou desalojadas.
Cestas básicas, garrafas de água, roupas, itens de higiene pessoal ou material de limpeza podem ser entregues nas unidades do Sesi ou do Senai em todo o Estado.
Em Bauru, o Sesi está localizado na rua Rubens Arruda, 8-50, no bairro Altos da Cidade, e o Senai na rua Virgílio Malta, 11-22, Centro.
Como noticiou o JC ontem (21), um grupo de missionários ligados ao Ministério de Madureira, de Bauru, saiu às 22h de segunda-feira (20) em direção a São Sebastião para levar suprimentos aos atingidos pelas pancadas de chuva. Eles passaram o dia ontem no município.
Ao JC, a voluntária Neide Aparecida Ferreira, 52, relatou um cenário desolador ao chegar no município do litoral norte. "Tem lugares que a Defesa Civil ainda não conseguiu alcançar. Isso atrasa a entrega de água e alimentos, por exemplo", disse Neide à reportagem, ontem.
Enquanto bombeiros, médicos e outros profissionais atuam na busca pelos corpos ou no auxílio aos desabrigados, o município vive um luto que parece não terminar.
"Há sucessivos velórios acontecendo, muita gente chorando", prossegue Neide.
Em vídeos encaminhados pela missionária ao JC, é possível avistar estradas repletas de lama, tratores tentando afastar novos deslizamentos e pessoas correndo de um lado para o outro enquanto seguram caixas de suprimentos.
Veículos do Exército Brasileiro, terrestres ou aéreos, como caminhões e helicópteros, dividem o espaço com caminhonetes de civis carregadas com doações. Militares ajudam no descarregamento das cargas.
"É uma situação muito crítica. Conversamos com uma idosa que foi arrastada pela enxurrada. Ela estava numa cadeira de rodas, muito machucada. Um cenário desolador", contou Neide, que voltou ontem a Bauru. Para além de toda a tragédia, houve também a dificuldade com os preços dos produtos. "Tudo muito caro", disse a missionária bauruense.