Avaí - A Câmara Municipal de Avaí (39 quilômetros de Bauru) aprovou a instauração de Comissão Processante (CP) que pode cassar o mandato do vereador Elias de Azevedo Silva Junior (PSD), acusado de descumprimento de medida protetiva e de agressões contra sua ex-companheira.
Conforme o JC noticiou, o parlamentar teve a prisão preventiva decretada no dia 10 de outubro e se apresentou à polícia no dia 8 de novembro, acompanhado por sua defesa, que nega veementemente todas as acusações contra ele. Elias Silva Junior permanece detido, desde então, junto ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru.
ABERTURA
A abertura da CP foi aprovada por 6 votos favoráveis e 1 contrário, em sessão realizada nesta quarta-feira (16). Logo depois, um sorteio para composição da Processante foi realizado, sendo definido que o presidente da CP será o vereador Paulo Roberto Ramos (PSDB); a relatoria ficou com o parlamentar Alexandre Cruz Oliveira (PSD); e o membro é o vereador João Batista de Oliveira (PSDB).
A Comissão Processante tem como base uma denúncia feita pela ex-companheira de Elias Silva Junior. Ela apresentou à Câmara uma documentação para comprovar que ele teria cometido quebra de decoro parlamentar.
"A investigação sobre a quebra de decoro é relativa à denúncia apresentada pela vítima, que argumenta e comprova junto com um boletim de ocorrência a quebra de medida protetiva e agressão, entre outros pontos elencados", comentou o vereador e presidente da Casa, Danilo Tieppo (PSDB).
Agora, os parlamentares terão cinco dias para se reunir e traçar quem será intimado a depor e quando. O prazo total para que a comissão apure os fatos é de 90 dias.
Advogada do parlamentar, Daniela Nunes Veríssimo Gimenes informou que soube da Comissão Processante pela imprensa e que ainda não foi intimada para manifestação da defesa aos parlamentares.
ACUSAÇÕES
Elias responde a dois inquéritos contra sua ex-companheira. Em um boletim de ocorrência (BO) registrado em 5 de outubro, o vereador é acusado de violência doméstica, descumprimento de medida protetiva e lesão corporal.
O fato teria ocorrido em uma pizzaria da cidade na noite anterior (4 de outubro), quando a vítima estava acompanhada pelo atual namorado. Uma faca e uma cinta teriam sido usadas nas agressões.
Dias antes, em 2 de outubro, o parlamentar já havia sido acusado de descumprir a medida protetiva, ameaçar e difamar a ex-companheira, em um local em frente à base da Polícia Militar da cidade.