Imagens de uma câmera de segurança, encaminhadas à polícia, registraram duas mulheres arrastando, pelo Centro de Marília (a 100 quilômetros de Bauru), o saco plástico com o corpo de um homem, que apresentava sinais de tortura. Elas foram detidas pela Polícia Militar (PM), na manhã desta quinta-feira (10). Depois, foram conduzidas à Polícia Civil.
O corpo, localizado por volta das 7h25 desta quarta (9), no cruzamento das ruas Bonfim com Coronel Galdino, é de Donizete Rosa, 60 anos. A informação foi prestada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e divulgada pelo Giro Marília. De acordo com o site, a polícia investiga se a dupla trabalhava como cuidadora da vítima. Os três moravam juntos no mesmo apartamento, que tinha vestígios de sangue, embora tenha sido limpo, informou a Polícia Civil.
A identidade de ambas ainda não foi divulgada porque elas já passaram vários nomes diferentes, além de versões contraditórias, acrescenta o Giro Marília. No entanto, não há dúvida de que são as duas flagradas pelas Câmeras de segurança. A motivação também é desconhecida.
O CRIME
Conforme o JCNET/Sampi veiculou, o corpo de Donizete, foi localizado com sinais aparentes de tortura. A vítima estava com os pés e mãos amarradas para trás e embrulhada em sacos plásticos.
A Polícia Militar chegou até ele, após um chamado de comerciantes locais, que desconfiaram do grande embrulho abandonado na calçada e do mau cheiro que ele exalava. Ao confirmar tratar-se de um corpo em estado de decomposição, a Polícia Civil e a Polícia Científica da cidade foram comunicadas e compareceram ao local para perícia técnica e início das investigações. Como o trecho é de grande circulação de pessoas, a rua sofreu interdições até o início da tarde. Após o procedimento policial ser finalizado, o corpo foi retirado de lá por um veículo funerário.
'JACK'
Informações obtidas junto à Delegacia Seccional de Marília dão conta de que, além dos sacos plásticos, o corpo estava envolto em panos. E em uma das embalagens plásticas havia a inscrição "jack" e possíveis palavras em mandarim. "Ainda é prematuro dizer se essas inscrições têm alguma relação com o crime", aponta o delegado Wilson Frazão.
De um modo preliminar e considerando as análises feitas in loco, a polícia acredita a vítima deva ter sido submetida à violência ou até tortura, dadas as lesões encontradas na cabeça e nos braços, e também pela forma como a vítima foi localizada, com as mãos e pés amarrados para trás.
O corpo foi levado ao instituto Médico Legal de Marília (IML) e seria submetido ainda nesta quarta (9) ao exame necroscópico, que deve apontar a real causa da morte.