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Bomba

Tania Fonseca
| Tempo de leitura: 3 min

Polícia detona bomba relógio na V. Giunta

Polícia detona bomba relógio na V. Giunta

Texto:Tânia Fonseca

Antes que explodisse e pudesse levar danos imprevisíveis para os moradores da residência, a polícia achou por bem detonar o artefato

Uma bomba relógio de fabricação caseira, com previsão de explosão prevista para as 7 horas

(não se sabe se da manhã ou da noite) foi deixada ontem na janela de uma residência localizada na rua Antônio Espírito Santo, na Vila Giunta. Descoberta a tempo pelo morador, o artefato foi retirado e detonado pela polícia. A vítima, um empresário da construção civil, que mora com a mulher e uma filha pequena e que prefere não ter o nome divulgado, disse acreditar que não existem motivos aparentes e suficientes que justifiquem as constantes ameaças que vem recebendo. A polícia, por sua vez, preferiu não adiantar, mas já tem pistas que possam levar ao criminoso.

Essa não é a primeira vez que a família recebe uma ameaça. O dono da casa em questão, contou que em abril do ano passado, um Fusca de sua propriedade que estava na garagem da residência quase que foi destruído num incêndio criminoso. As marcas do fogo ainda estão na laje da garagem, atingida pela fumaça. Receoso de que outras investidas contra o veículo pudessem ocorrer, ele levou o Fusca para a casa do sogro, mas não adiantou. "Uns cinco dias depois, o carro foi queimado lá na casa do meu sogro", contou.

A vítima explicou que depois desse episódio com o Fusca, outras ameaças ocorreram e ele acionou então a polícia que, desde então, vem acompanhando o caso.

Na vizinhança, moradores afirmaram nunca terem sofrido atentados semelhantes e consideram a vítima de ontem uma boa pessoa e um bom vizinho.

O atentado de ontem só não teve maiores consequências porque por volta das 9 horas, o dono da casa saiu para a rua e percebeu a bomba que fora deixada numa das janelas da sala (do lado de fora). Como a parede da casa faz divisa com a rua, o artefato ficava quase que à mostra para quem passasse pela calçada. A vítima disse que não pensou duas vezes e acionou o Corpo de Bombeiros e demais polícias que se deslocaram rapidamente para o local.

Depois de examinada preliminarmente, a bomba foi retirada cuidadosamente da janela e colocada na calçada. Segundo o delegado titular da DIG/Garra, JJ Cardia, o artefato tinha todos os pré-requisitos para explodir e causar danos no imóvel e em seus ocupantes. Entre o material usado na confecção da bomba, a polícia identificou pilhas, detonador pólvora e outros elementos, inclusive fragmentos de chumbo que numa suposta explosão poderia ferir quem por perto estivesse. Outro perigo era o de incêndio que poderia decorrer da explosão, uma vez que a tendência natural era, quando da explosão, o vidro da janela quebrar-se e parte do artefato cair para dentro da casa.

Diante da constatação de que a bomba era verdadeira, o delegado JJ Cardia, com o apoio do Corpo de Bombeiros, Polícia Técnica e Polícia Militar, achou por bem detoná-la o mais rápido possível. A bomba foi então removida para um terreno baldio, onde foi coberta com um pano embebido em combustível. De longe, os policiais atearam fogo. Alguns segundo pós a explosão provocada pelo combustível, ouviu-se então a explosão bomba em si. Em poucos minutos, após o fogo se apagar, o que sobrou do artefato foi recolhido pela polícia e deve fazer parte do processo investigatório.

Apesar de não querer adiantar nada sobre a investigação que vem fazendo sobre o caso, o delegado JJ Cardia praticamente descartou a hipótese de interligação entre o caso de ontem os atentados que já ocorreram na esfera policial nos últimos dias em Bauru. O delegado adiantou ainda que quem montou a bomba de ontem, tinha um conhecimento razoável sobre o assunto, já que era um artefato bem elaborado.

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