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Chuvas

Ieda Rodrigues
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Chuva interdita ponte que liga dois bairros da cidade

Chuva interdita ponte que liga Godoy a V. Seabra

Texto: Ieda Rodrigues

Um dia após a Prefeitura ter decretado situação de emergência, Bauru voltou a sofrer com as chuvas. Várias casas foram inundadas pela enxurrada e pelo menos duas famílias tiveram que deixar suas residências temporariamente com a chuva de ontem à tarde. Os maiores problemas registrados foram a destruição parcial da ponte que liga o Jardim Godoy à Vila Alves Seabra, na rua José Bonifácio, e o aumento de uma erosão na margem do Córrego Barreirinho que colocou em risco dez barracos no Jardim Flórida.

O Córrego Água do Castelo transbordou e a enxurrada passou sobre a ponte. Um dos lados da ponte desmoronou, formando um buraco. A Polícia Militar interditou a via, visto que havia risco de queda da ponte quando da passagem de veículos, e acionou a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

De acordo com Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil, toda enxurrada do núcleo em construção ao lado do Mary Dota foi canalizada para o Córrego Barreirinho. A enxurrada provocou uma erosão na margem do córrego, onde estão localizados dez barracos. Na avaliação de Brito, como no Parque Jaraguá, há risco de desabamento.

Uma casa de madeira localizada na quadra 7 da rua Napoelão Bianconcini foi inundada pelo Córrego Água do Castelo. Sueli Aparecida Pereira e seus cinco filhos pequenos saíram da casa com a ajuda de vizinhos quando a enxurrada estava entrando na residência.

Carina Aparecida Pereira de Camargo, 15 anos, filha de Sueli, disse que ajudou a retirar seus irmãos menores da casa. Segundo o eletricista Isaac Gonçalves de Souza, que ajudou a retirar as crianças da casa, a enxurrada subiu cerca de meio metro, estragando praticamente todos os móveis. A família abrigou-se temporariamente na casa de um vizinho.

Outra casa que inundou foi a de Mário P. Badi, localizada na rua Vereador Ferreira de Menezes, quase no cruzamento com a avenida Alfredo Maia, na Vila Falcão. Mais uma vez, o Córrego

Água do Sobrado transbordou e a enxurrada invadiu a residência. A família disse que já perdeu quase todos os móveis e que a inundação está ocorrendo porque um terreno na margem do córrego foi aterrado. A moradora disse que já perdeu as contas de quantas vezes a sua casa foi inundada desde o início do mês passado.

O Corpo de Bombeiros atendeu a três ocorrências de queda de árvore em residência e fiação elétrica por causa da chuva. Um morador do Parque Roosevelt, indignado, reclamou que a enxurrada inundou o quintal de sua casa, localizada na quadra 4 da rua José Pícollo.

A avenida Alfredo Maia, que na quadra 1 ainda tinha água e lama da última chuva, inundou outra vez. O Córrego

Água do Sobrado, que transbordou, invadiu oficinas e outros estabelecimentos comerciais localizados na via. Um motorista, apesar de toda enxurrada, tentou atravessar a avenida e o caminhão que dirigia parou no meio da avenida. Antes da chuva, na quadra 1 da avenida Alfredo Maia, revoltados com as frequentes inundações, os moradores colocaram uma faixa com a inscrição

"Pesque e Pague do Izzo" sob a lama acumulada na via.

Enxurrada quase pára trânsito na Marechal Rondon

Durante a chuva de ontem à tarde o trânsito ficou difícil praticamente em toda a cidade e alguns locais chegaram a ser interditados. Mas o maior problema registrado foi na rodovia Marechal Rondon, na pista Bauru/Pirajuí, na altura do Jardim Araruna. Formou-se um congestionamento por causa do grande volume de enxurrada que desceu a lateral da pista.

A Polícia Rodoviária precisou orientar o trânsito no local, que ficou muito lento e, em alguns momentos, parou. Vários carros, por causa da enxurrada, tiveram problemas mecânicos. A enxurrada que invadiu a rodovia, como se fosse um pequeno córrego, desceu do Jardim Araruna.

O Estádio Municipal Luiz Edmundo Coube ficou praticamente coberto por água e lama. O aterro de uma das laterais do estádio desmoronou, colocando em risco a rua de acesso ao Parque Vista Alegre, segundo Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil.

Durante e logo após a chuva também ficou difícil atravessar o viaduto da avenida Rodrigues Alves sobre a rodovia Marechal Rondon e o viaduto da avenida Duque de Caxias sobre a avenida Nações Unidas por causa do volume de água acumulada. Na avenida Nações Unidas, sob o viaduto da Fepasa, também acumulou água, mas em quantidade menor, se comparado a outras chuvas.

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