AGB e Apeoesp pedem retorno da antiga grade curricular
AGB e Apeoesp pedem retorno da antiga grade curricular
Texto: Renata Raposo
A Associação dos Geógrafos do Brasil (AGB), seção local Bauru, e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), estão reunidos na reivindicação do retorno da antiga grade curricular nas escolas estaduais, que determinava uma carga horária de 4 aulas semanais para as disciplinas de História e Geografia.
A proposta da AGB e Apeoesp é que as duas aulas de Educação Física sejam transferidas de período, para que os alunos possam ter, pelo menos, mais uma aula de História e Geografia por semana.
Essa reivindicação, além de retomar parte dos professores que ficaram desempregados depois da resolução da Secretaria do Estado da Educação de São Paulo do início de 98, pretende oferecer melhor formação para os estudantes.
Segundo Lourenço Magnoni Júnior, da AGB, as aulas de História e Geografia são justamente as que visam uma maior formação crítica do aluno. "É incoerente cortar justamente as áreas que dão mais suporte para a formação do cidadão", contesta Lourenço.
Regina Pacheco, da Apeoesp, explica que a mudança do horário das aulas de Educação Física seria uma das melhores soluções para o problema, já que não prejudicaria os professores dessa disciplina e ainda daria maiores oportunidades para os professores de História e Geografia, além da formação crítica dos alunos.
Lourenço vê a necessidade da comunidade ligada a essa área se mobilizar e promover mudanças para que a antiga grade curricular seja restabelecida.
Os Conselhos de Escola, formados por representantes de todas as categorias de cada escola (professores, alunos, funcionários, pais), de acordo com Lourenço, devem pensar nessa necessidade e promover mudanças em suas unidades.
Aproveitando a posse do segundo mandato do governador Mário Covas, Lourenço alega que a classe dos professores teve um apoio representativo em sua reeleição e merece atenção.
Lourenço ainda comenta que a falta da formação crítica dos jovens prejudica o desenvolvimento do País e do próprio mercado de trabalho.