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Setor farmacêutico

Renata Raposo
| Tempo de leitura: 3 min

Sindicato e Federeção apresentam projeto ao Secretário da Saúde

Sindicato e Federação apresentam projeto ao Secretário da Saúde

Texto: Renata Raposo

Representantes do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sinfar) e da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) estiveram em Bauru, ontem, conversando com o Secretário Municipal da Saúde, Roberto Saab, sobre as necessidades do setor farmacêutico em oferecer maiores garantias de segurança para o município e para a sociedade.

A caravana do Sinfar e Fenafar, que já passou por São José do Rio Preto e Presidente Prudente, partiu para Piracicaba e segue depois para Sorocaba e Ribeirão Preto.

O objetivo da visita às cidades que possuem escritório regional do sindicato, segundo Marco Aurélio Pereira, presidente do Sinfar, é primeiramente parabenizar os farmacêuticos pelo próximo dia 20, Dia dos Farmacêuticos, e também discutir propostas para o setor farmacêutico com os secretários da Saúde.

Um projeto propondo uma política de assistência farmacêutica foi apresentado ao secretário Roberto Saab, com base em exemplos reais de outras cidades, que adotaram atividades e conseguiram avanços tanto na melhoria da qualidade dos serviços, quanto na economia para o município.

A importância do papel do farmacêutico nos diferentes estabelecimentos do setor é fundamental para evitar, por exemplo, a perda de medicamentos por mal acondicionamento. Pereira conta que um número enorme de remédios são perdidos pela falta de cuidados essenciais, o que um farmacêutico saberia como fazer.

A orientação adequada aos clientes nas farmácias também é importantíssima, já que o

índice de intoxicação por medicamentos é de 50% do total de casos de intoxicação. Um farmacêutico, segundo Pereira, tem condições de orientar o cliente sobre a hora que deve ser tomado o remédio, se pode ser ingerido com leite ou junto com outros medicamentos, como deve ser guardado em casa, e muitos outros detalhes.

Uma parceria entre universidades e o poder público municipal seria uma das saídas para outro grande problema do setor: o preço. A Prefeitura e as universidades poderiam estabelecer convênios, que ao mesmo tempo ofereceriam oportunidades para estudantes fazer estágio e um atendimento mais acessível para a comunidade.

A implantação da Fitoterapia, que é o tratamento através de plantas, seria uma alternativa pública mais barata para fornecer medicamentos à população e resolver muitos problemas de saúde, segundo conta Pereira.

Em julho ou agosto deste ano, o Sinfar e a Fenafar estarão apresentando esse projeto oficialmente ao Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde que, se aceito, deve exigir uma nova postura dos Secretários Municipais.

Federação já discutia falsificação a 4 anos atrás A diretora da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Gilda Almeida de Souza, conta que há muito tampo já vinha discutindo a questão dos medicamentos e da importância do profissional especializado no setor.

Em 1995, de acordo com Gilda, foi instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no comércio de medicamentos, mas que não teve encaminhamento algum.

No mesmo ano, a Fenafar já lançava uma campanha nacional sobre o assunto, muito antes dos rumores de falsificação de remédios começarem a surgir.

Em 1996 foi realizada a X Conferência Nacional de Saúde que deliberou que uma Conferência Nacional de Assistência Farmacêutica fosse realizada até setembro do ano passado, "mas o governo não se colocou disposto ou disponível para convocar", comenta Gilda.

"O escândalo da falsificação de remédios abriu os olhos da população", diz a diretora, contando que as negociações para a implantação desse novo projeto de assistência farmacêutica se tornou mais fácil, já que os governantes estão mais abertos para discutir o assunto.

"Hoje, as pessoas chegam na farmácia e procuram pelo farmacêutico, e ainda questionam: esse remédio é falso?", conta Gilda.

"O que falávamos que poderia ser um problema, hoje está aí" - Marco Aurélio Pereira, presidente do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo

(Sinfar).

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