Bauru registra 1º caso de dengue de 99
Bauru registra 1.º caso de dengue de 99
Texto: Ieda Rodrigues
Foi registrado, nesta semana, o primeiro caso de dengue em Bauru deste ano. Apesar de importado, ou seja, a pessoa foi contaminada em outra localidade, os riscos de surgirem novos casos aumentam a partir de agora porque mosquitos Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue, sadios podem ter picado o doente e vir a contaminar bauruenses.
O diretor do Departamento de Saúde Coletiva, Luiz Ricardo Cortez, tranquiliza a população afirmando que não surgiram suspeitos depois da confirmação do primeiro caso de dengue. A pessoa que adquiriu a doença mora no Mato Grosso e esteve em Bauru, a passeio, um dia, quando procurou um médico.
Cortez explicou que os riscos de novos casos não são muitos porque os índices de Breteau na cidade estão baixo. O Breteau mede a infestação do mosquito. Ele afirmou que após confirmado o caso de dengue importado, foi realizada busca ativa na região onde o doente havia estado e não foram encontrados casos suspeitos. O Departamento de Saúde Coletiva também fez pulverização com inseticida para matar os possíveis transmissores da doença da região.
A prevenção à dengue continua sendo feito, apesar das frequentes chuvas terem atrapalhado um pouco o trabalhos dos agentes de saúde, que percorrem a cidade verificando a existência de criadouros do mosquito. Cortez espera que, com esse trabalho preventivo, não sejam registrados muitos casos de dengue em Bauru neste ano. Em 98, foram pouco mais de 20. Em 95 e 96 a cidade viveu epidemias da doença.
Em outubro do ano passado, o índice de Breteau era de 0,67. Em novembro, foi de 0,69. O número foi obtido a partir de coleta de amostras pela Secretaria Municipal de Saúde, através das equipes de agentes do Departamento de Saúde Coletiva. A Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) analisou as amostras e enviou os resultados de volta ao órgão municipal, que fez os cálculos.
Os números foram considerados bastante favoráveis, já que o limite máximo de incidência tolerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é cinco. Mas há uma ressalva: em outubro e novembro, a cidade vivia o final da época de estiagem, praticamente sem chuvas, que contribuem para a proliferação do mosquito. Números referentes a infestação em outros meses ainda não foram divulgados.