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Combate a crise

Marcos Zibordi
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu marca protesto contra a crise

Botucatu marca protesto contra a crise

Texto: Marcos Zibordi

Patrões e empregados querem mudanças na economia para combater o desemprego em prol da produção.

Botucatu - O movimento "Carta de Botucatu", que propõe medidas para geraração de emprego, fará seu ato de maior vulto no próximo dia 11 de fevereiro, com ato público e passeata em Botucatu. O movimento conta com apoio de empresários e trabalhadores, do comércio e da indústria, que paralisarão suas atividades no período da tarde para protestarem contra a política econômica do país que se reflete negativamente na produção e no emprego nas esferas federal, estadual e local. O objetivo fundamental do movimento suprapartidário

é apresentar propostas viáveis para o desenvolvimento econômico.

O movimento já conta com adesão das entidades de classe mais representativas da cidade. Sindicatos, Associações, Fiesp/Ciesp, Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), entre outros, assinam o manifesto "Carta de Botucatu", que se posiciona "em defesa da retomada do desenvolvimento econômico e do emprego".

Mas, além da adesão das entidades representativas, o movimento está buscando novos apoios diretamente com a população. Para isso, elaboraram uma agenda que será cumprida até o dia 11, data marcada para a paralisação.

Representantes da "Carta de Botucatu" estarão percorrendo bairros e associações de moradores para sensibilizar diretamente a população sobre a situação econômico-social que se apresenta no País e chamá-los para o debate.

Luiz Carlos Rúbio, integrante do movimento e vereador em Botucatu, disse que serão desenvolvidas quase dez atividades para a mobilização no dia 11. Segundo ele, todas as autoridades da cidade serão visitadas e receberão uma cópia do manifesto.

A Comissão de Mobilização, um dos "braços" do movimento, irá visitar as empresas para que parem no dia 11 e sigam para a praça se manifestar.

Diretores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), serão visitados nos próximos dias para que também estejam presentes no ato. Segundo Rúbio, "há grande probabilidade do pessoal da Unesp também parar. Só não vai parar o hospital".

Debate econômico

A idéia do movimento não fica restrita aos atos de protesto público. Eles pretendem realizar um debate com políticos e economistas sobre o estado atual da economia do país. A data prévia (ainda não decidida oficialmente) será dia 8 de março. Segundo Rúbio, devem estar presentes pessoas como "Mercadante, o Piva da Fiesp, o Moreira Ferreira, o próprio Milton Monti, de São Manuel... para fazer uma debate, como eles estão vendo, quais as saídas".

Existe também a possibilidade do debate ser transmitido por uma rede de televisão de Bauru.

O vereador afirma que o movimento começou pequena mas está ganhando corpo. "Na população a gente vê que todos estão aceitando. O pessoal realmente está de acordo".

Serviço

O comércio deve fechar suas portas ao meio-dia. Os manifestantes vão se concentrar na praça "Paratodos",

às 14h30, com caminhão de som. Da praça eles vão seguir em passeata até a praça do Bosque. As entidades, políticos, pessoal da indústria, sindicato e comércio, farão suas manifestações.

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