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Mortalidade infantil

Gustavo Cândido
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UTI Pediátrica do HB apresenta número mínimo de óbitos

UTI Pediátrica do HB apresenta número mínimo de óbitos

Texto: Gustavo Cândido

O número de óbitos na Unidade de Terapia Intensiva

(UTI) Pediátrica do Hospital de Base de Bauru em 1998 foi considerado pequeno. De um total de 202 internações na UTI do hospital, 28 crianças morreram, o que dá uma índice de 13,8% de óbitos. Esse índice

é considerado ótimo pelos padrões internacionais, o que mostra a qualidade do trabalho que vem sendo realizado na UTI.

As mortes na unidade, geralmente, ocorrem com crianças muito prematuras, que acabam não resistindo. Segundo Enia Brez, pediatra e neonatoligista da UTI, o resultado da taxa de

óbitos é bem satisfatório, considerando que o setor passa por certas dificuldades financeiras. "Por enquanto, o que gente tem precisado, o hospital, que custeia tudo, tem conseguido. Aqui não falta nada", diz Brez.

A UTI, que tem 14 funcionários, acomoda apenas oito leitos e foi aberta em 1996, como a primeira unidade no setor pediátrico em Bauru. Antes, as crianças com problemas mais graves eram encaminhadas para hospitais em Marília e Botucatu, e muitas delas chegavam a falecer no caminho.

Adote um leito

De acordo com o administrador da Associação Hospitalar de Bauru, Reinaldo Silvestre Rocha, a situação financeira da UTI é delicada devido ao grande número de atendimentos que é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que não cobre as despesas por pagar muito pouco pelos atendimentos e estadia na unidade.

"O prejuízo mensal do hospital com a UTI fica em torno de R$ 25 mil", afirma Rocha. No fim de um ano, o valor do prejuízo daria para pagar 50% do 13.º salário de todos os funcionários da Associação. Mesmo assim, a intenção do hospital é manter a UTI, que atende não só crianças de Bauru, mas também na região.

Para isso, a Associação já está fazendo contatos com empresários da cidade para conseguir doações e evitar o fechamento da unidade e continuar a realizar o bom trabalho que vem realizando. "Seria uma espécie de

'adote um leito'", revelou Rocha, que também tem projetos para ampliar a capacidade de atendimento da UTI, se tudo der certo.

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