Preço de uniforme escolar pode variar em 100%
Preço de uniforme escolar pode variar em 100%
Texto: Márcia Buzalaf
Dependendo do material e do tamanho do uniforme escolar, a diferença de preço pode chegar a 101,7% nas lojas de Bauru. De acordo com as malharias, a compra de uniformes escolares deve aumentar nesta semana, em conseqüência do início das aulas da maioria das escolas.
Os alunos das escolas estaduais são os que menos procuraram as malharias. O motivo é a não-obrigatoriedade dos uniformes por parte da rede, que apenas aconselha o uso do vestuário padrão para ajudar a controlar os alunos dentro e fora das escolas.
Já os alunos das escolas particulares, que começam as aulas na próxima semana, e das municipais, que iniciam atividades na segunda semana de fevereiro (Escolas Municipais de Educação Infantil - Emeis), estão ajudando a aumentar o movimento das malharias. Isso porque nenhum aluno destas escolas podem começar as aulas nos estabelecimentos sem o uniforme específico.
As camisetas são as que sofrem menor variação no valor. Podem ser compradas por preços que variam de R$ 4,90 até R$ 8,90, dependendo do tipo de estampa da escola e do material exigido.
De acordo com o proprietário da malharia Kuecão Jeans, que atende cerca de 20 cidades, Aldemiro José Alves, a diferença do ano passado para este é o tectel, tecido que está na moda e que vem sendo exigido por várias escolas. O motivo é que o produto é mais leve, deixando de lado a elanca.
O preço das bermudas pode variar em 101,7%, de acordo com o tecido e modelagem escolhidos, indo de R$ 5,90 a R$ 11,90.
Já o abrigo, usado mais no inverno, podem ter os preços variados em 95,5%, indo de R$ 19,90 a R$ 38,90.
Exigência
A consulta de preços e condições de pagamento de fato aumentou significativamente neste ano, segundo as malharias consultadas.
De acordo com Roberta de Oliveira Blenging, 31 anos, gerente da Malha Mania, que atende Bauru e região, os consumidores não estão comprando itens extras. "O consumidor está pensando duas vezes e não está levando produto extra, comprando o necessário só para repor a numeração", completa Blenging. Ela ainda conta que, no ano passado, tinha muita escola trocando de uniforme e que, neste ano, os alunos estão apenas repondo algumas peças.
De acordo com Alves, a cotação de preços está tão grande quanto o ano passado. A diferença
é que, baseado na investigação dos preços, ele preferiu instalar um disk-uniforme, em que o consumidor pode ligar e falar o peso e a idade da criança que a malharia entrega o uniforme. Ele cobra uma taxa de entrega pelo serviço.
Além da pesquisa de preços, Alves afirma que o consumidor também leva em conta a qualidade dos produtos. "Os clientes exigem muito, principalmente, dos colégios particulares", alega Alves.