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Luciano Augusto
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ECCB afirma que empresa não foi negociada

ECCB comparece em mesa-redonda e afirma que empresa não foi negociada

Texto: Luciano Augusto

Carmem Quaggio e o advogado Fábio José de Souza, compareceram ontem, na sede da Procuradoria Geral do Ministério do Trabalho da 15ª região, em Campinas, para participarem, como representantes da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB), nas discussões sobre direitos trabalhistas dos funcionários e a venda da empresa. Numa outra mesa-redonda, realizada na segunda-feira da semana passada, os representantes da ECCB não compareceram porque, segundo a alegação de Souza, não foram notificados em tempo hábil.

Como relatou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário em Geral de Bauru e Região (Sindtran), Elias Pinheiro da Silva, que estava presente nas discussões, mais uma vez os representantes da ECCB negaram que a empresa tenha sido vendida e mostraram documentos de comodato dos ônibus que estão circulando pela cidade sem o nome da empresa. Mas, para Silva, embora se tenha que trabalhar com fatos e instrumentos oficiais como os documentos que foram mostrados, este posicionamento da empresa não é convincente. Como afirmou, "estes contratos de comodato são formas de burlar a legislação e olhe lá se não há até alguns contratos de gaveta por aí, para esconder a venda da empresa".

Ontem, por volta das 20 horas, Silva telefonou novamente para a redação do JC, e disse que tinha informações seguras de que o jato particular de Baltazar José da Silva, empresário apontado como possível comprador da ECCB, prefixo BJS PT MIL, pousou no Aeroporto e permaneceu estacionado até o final da tarde. Silva, então, entrou em contato com o advogado da empresa que disse desconhecer qualquer contato do empresário com a ECCB, ontem.

Caso a ECCB seja vendida, parcial ou integralmente, ficou acertado na reunião que a empresa deve comunicar o Sindtran e fornecer todas as qualificações do novo dono, como forma de assegurar os direitos dos trabalhadores. Ficou combinado também que, se houver por parte da diretoria atual a pretensão de enxugar o quadro de funcionários, isto deverá ser feito com o acompanhamento do sindicato. Como exemplo, o presidente do Sindtran citou a implantação do programa de demissão voluntária (PDV). Para poder colocá-lo em prática a empresa teria que, necessariamente, comunicar e discutir todo o processo com os representantes do sindicato e dos funcionários.

Compareceram à reunião em Campinas, além dos representantes da ECCB, o presidente do Sindtran Elias Pinheiro da Silva, o vice-presidente Lendenir Antonio Batista, João Antonio Bazone, secretário do sindicato, duas representantes do sindicato da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Adriana Fernandes Garcia, gerente de Transportes Especiais, e Vanusa Costa Beluci, assessora jurídica adjunta, representantes da Kuba e Tua e o vice-presidente da Federação dos Rodoviários do Estado de São Paulo, José Antonio de Souza.

Punições

Como nos informou Silva, as punições contra os três funcionários da ECCB devem ser revistas. No entanto, o sindicato não aceita estas retaliações devido

à maneira que elas foram relatadas no boletim de ocorrência

(BO).

Para o sindicalista, o BO é mentiroso, porque os fatos colocados não são a expressão do que realmente ocorreu. "Tivemos acesso ao BO que foi feito contra os três funcionários e o que aparece ali são as mentiras mais deslavadas. Argumentaram que havia um aviso no quadro de que o ticket refeição seria pago dia 29 (de dezembro) e isso não é verdade. Argumentaram que os trabalhadores paralisaram os corujões (linhas noturnas) e isso também não é verdade".

Conforme nos contou, os motoristas que trabalham nestas linhas noturnas cumpriram os horários estabelecidos e os corujões circularam normalmente.

Para o sindicalista, a empresa é responsável por este "BO mentiroso, porque deu suporte para que ele fosse feito por pessoas que não tinham a informação correta dos acontecimentos" e porque os cargos de chefia são ocupados "por graduados não qualificados para tanto".

Por todos estes "desmandos" da diretoria, as punições não são aceitas pelo sindicato.

O presidente também criticou o advogado da ECCB, Fábio José de Souza. Para ele, embora o advogado "seja uma pessoa fina, educada e elegante", esta sendo envolvido por um mar de mentiras e, revidando declarações dadas

à imprensa por Souza, onde o advogado disse que o sindicalista estava buscando o conflito, completou afirmando que quem está criando o conflito é a empresa porque tanto o sindicato quanto os trabalhadores da ECCB têm sido tolerantes com a empresa.

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