Bancários fazem manifestação no América do Sul
Bancários fazem manifestação no América do Sul
Texto: Márcia Buzalaf
O Sindicato dos Bancários realizou, na manhã de ontem, uma manifestação em frente à agência do banco América do Sul em Bauru. A manifestação foi feita simultaneamente em Guarulhos, Presidente Prudente e a capital. O motivo foi a série de demissões que o banco vem fazendo no País.
O diretor do sindicato dos bancários em Bauru, Laércio Pereira, 35 anos, afirma que a junção entre o banco América do Sul e o Sudameris vem provocando demissões no Brasil todo e, em particular, no Estado de São Paulo. Desde a incorporação do banco, 300 funcionários já foram demitidos no Estado.
De acordo com Pereira, ainda é muito cedo para que o banco faça as demissões. "Enquanto não tiver o perfil de quantas agências vão ter, de como vai ser esta corporação, o banco não pode continuar demitindo dessa maneira", completa.
No ano passado, afirma Pereira, três bancários foram demitidos no Sudameris, além de dois funcionários do banco América do Sul terem sido dispensados este ano.
"Portanto, cinco desde a união dos bancos", diz. Em Bauru, cada um destes bancos possui uma agência, somando cerca de 50 funcionários.
O temor do sindicato é que os dois bancos se unifiquem e mantenham apenas uma agência na cidade, o que geraria mais demissões. "A tendência é incorporarem estas agências regionais em uma só, havendo demissões", alega Pereira.
Uma reunião está agendada para hoje, em São Paulo, entre a categoria e a Federação dos Empregados e Trabalhadores de Empresas de Crédito (Fetec) de São Paulo. O objetivo é paralisar as demissões. A reunião vai estabelecer quais as diretrizes que os sindicatos regionais vão tomar. Existe, inclusive, a possibilidade de greve por tempo determinado ou indeterminado.
Funcionários da Nossa Caixa decidem por paralisação
Texto: Márcia Buzalaf
Em assembléia realizada ontem, na sede do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região, os funcionários do banco Nossa Caixa optaram por fazer uma paralisação de 24 horas.
A manifestação dos bancários é contra a posição do banco, que anunciou a suspensão do Plano de Cargos e Salários (PCS) há uma semana, aprovado em plebiscito. De acordo com diretor do sindicato, Luiz Fernando Bernardes, 29 anos, a assembléia optou por não apenas exigir o cumprimento da PCS, mas, também, de pressionar o banco a reajustar em 8,10% o benefício, retroativo a 1.º de janeiro de 98, índice que está em vigor atualmente.
O objetivo desta ampliação da reivindicação
é unificar a categoria, já que alguns funcionários ficariam com o reajuste zero no PCS proposto para este ano.
O motivo alegado pela Nossa Caixa é a crise financeira econômica. O sindicato da categoria não concorda com a posição do banco e está entrando com uma ação judicial contra a suspensão do PCS.
Como a decisão abrange o Estado todo, será realizado um encontro estadual dos funcionários no dia 27 de fevereiro, na capital. O objetivo é discutir a questão com toda a categoria.