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Volta às aulas

Redação
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Pais e filhos preparam os ânimos para mais um ano letivo

Volta às aulas. Período de grande euforia para alguns pais e alunos, e de "sofrimento" para outros, que terão de dormir e acordar (bem) mais cedo do que no período de férias. É, também, época de retornar ao balé, à natação, ao Inglês... ginástica para a família toda.

Na casa dos Mortari, por exemplo, os preparativos estão a todo vapor. "O Gustavo não está gostando muito, não, mas a Larissa está doidinha para rever as amigas", disse a mãe, Dona Vera. "Agora é hora de começar a regular os relógios, que vão ter de trabalhar 24 horas por dia", ponderou.

E quando o assunto é relógio, o garoto Leandro Leme de Carvalho, 11 anos, que está indo para a 5.ª série, tem uma opinião mais do que formada: "É um saco!". Segundo Dona Marilda, a mãe, não foi nada fácil sair para as compras com o filho. "Sabe o que ele disse agora há pouco? Que podia muito bem ter vindo à loja sozinho. Já pensou?".

Aliás, de acordo com os entrevistados, está meio complicado conseguir negociar com os filhos. A ordem é ceder um pouco, e impor às vezes. "Eles querem tudo novo. Mas, nesse ano, vamos aproveitar as mochilas, os uniformes e um dos estojos. Tênis vamos ter de comprar de qualquer jeito, porque os pés cresceram", disse o técnico postal José Lazarin, 41 anos, pai do Marcos e do Carlos, que vão para a 8.ª e 5.ª séries. "Já gastei quase R$ 400,00 com os livros. É hora de economizar", completou.

Na casa da garota Ana Carolina Spinelli Bordin, 10 anos, o ritmo vai ser praticamente o mesmo do ano passado: "Vou continuar tendo aulas de piano com a minha mãe, pelo menos meia hora por dia, e de balé, que pratico desde os 4 aninhos". De acordo com a mãe de Carol, Dona Vera, a menina ainda incluiria aulas de natação na sua rotina. "Por enquanto vamos esperar um pouco, para não sobrecarregar", finalizou.

Volta ao batente

Grande parte dos colégios particulares de Bauru, como o Interativo, o Fênix, o São Francisco de Assis, o Atheneu, o Batista e o Sistema, retornam às aulas amanhã. O mesmo ocorre com as Escolas Municipais de Educação Fundamental (Emefs), a Instituição Toledo de Ensino

(ITE) e as Faculdades Integradas de Bauru (FIB). No Liceu Noroeste e no Sistema, uma parte dos alunos recomeça agora e outra na próxima segunda.

A partir do dia 8, voltam também o Colégio Seta, a Universidade do Sagrado Coração (USC), as Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) e as escolas estaduais retomam suas atividades normais. Outras instituições, como a Universidade Estadual Paulista (Unip), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), recomeçam o ano letivo em datas diversas. Na Unip, 2 de fevereiro para as turmas de agosto e 9 para as turmas de fevereiro. Na USP, 22 de fevereiro e, na Unesp, dia 1º de março.

A reportagem do JC não conseguiu entrar em contato com o Colégio Guedes de Azevedo e o São José.

Cresce movimento nas papelarias

O movimento nas papelarias está aumentando visivelmente, principalmente nos últimos dois dias. São as famosas

"compras de última hora". Na Jalovi, por exemplo, as vendas de material escolar cresceram entre 60 e 80%. O movimento deve continuar nessa faixa até, pelo menos, final de março.

Os funcionários da loja estão tendo de se desdobrar para atender a demanda. "O povo fica bravo por causa dos preços e desconta na gente. Isso sem contar as prateleiras, que tem de ser repostas toda hora", disse o encarregado de estoque da Jalovi, Ronaldo Fabro Marmo, 47 anos.

Marmo se referiu, especialmente, ao acréscimo de aproximadamente 12% no valor dos livros didáticos. De acordo com o gerente operacional da Jalovi, Edmilson Paim Álvares, 40 anos, as editoras alegaram a alta do dólar para aumentar os preços.

"Muito material de papelaria também já está vindo com aumento", esclareceu.

O consolo é que muitas lojas, como a própria Jalovi, tem grande quantidade de material em estoque, que poderá ser vendido sem repasse ao consumidor.

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