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Falta de verba

Ieda Rodrigues
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Corpo de Bombeiros não recebe há 4 meses

Corpo de Bombeiros não recebe verba há 4 meses

Texto: Ieda Rodrigues

O Corpo de Bombeiros de Bauru está sem receber subvenções municipais há quatro meses, segundo o capitão Rúbio Galharin, comandante do 1.º Subgrupamento de Incêndio de Bauru. O atraso no repasse está dificultando, cada dia mais, o trabalho dos bombeiros porque essa verba é destinada

à manutenção de viaturas e equipamentos.

Conforme explicou o capitão Galharin, desde o segundo semestre de 96 as subvenções vem sendo repassadas com atraso, mas a situação agravou-se neste ano. O Corpo de Bombeiros precisa de cerca de R$ 30 mil por mês para manutenção. Ele ressaltou que hoje, mesmo se tivesse o dinheiro necessário, levaria um certo tempo para o atendimento ser normalizado porque

é preciso fazer aquisições de equipamentos e consertar viaturas.

Até a alimentação dos policiais do Corpo de Bombeiros, que trabalham 24 horas, sob responsabilidade da Prefeitura, está sendo fornecida precariamente, de acordo com o capitão Galharin. A manutenção de alguns equipamentos está sendo feita com verba conseguida junto ao Estado.

No ano passado, o Corpo de Bombeiros recebeu do Estado duas viaturas usadas (uma Unidade de Resgate e um veículo de combate

à incêndio), que foram reformadas. Hoje, Bauru tem dois veículos de auto-salvamento, sendo que um está quebrado. Segundo o capitão Galharin, como esse tipo de viatura é utilizada em casos de enchentes, seria importante que, nesta época do ano, quando as chuvas são mais intensas, os dois veículos estivessem funcionando. O auto-salvamento em funcionamento está com o guincho para veículos quebrado.

Bauru também conta com três Unidades Resgate (URs) em funcionamento, sendo que uma delas foi adquirida junto ao Estado. Já para o combate ao incêndio o Corpo de Bombeiros dispõem de três veículos, mas um deles está quebrado e não é recuperado por falta de verba. A escada plataforma elevatória, usada para retirar pessoas de prédios em casos de incêndio, está quebrada. Resta aos policiais, em caso de necessidade, uma escada de 18 metros instalada sobre um veículo de combate a incêndios.

As máscaras usadas pelos bombeiros em caso de incêndio, por exemplo, estão precisando de manutenção. De acordo com o capitão Galharin, foi feita até cotação para a manutenção das máscaras, que ficaria em R$ 8 mil, mas o serviço não foi feito por falta de dinheiro. A partir de agora, na opinião do capitão, estará mais difícil ainda fazer a manutenção e aquisição de equipamentos em função da desvalorização do real.

O Corpo de Bombeiros também tem deficiência em máscaras para usar em caso de vazamentos de produtos químicos, como a amônia. Segundo explicou o capitão Rúbio Galharin, os bombeiros só dispõem de duas máscaras em condições de uso e dez estão danificadas. Cada máscara dessas custa cerca de R$ 15 mil, segundo o capitão.

Equipamentos danificados

* Dois veículos de salvamento - um deles está quebrado

* Três veículos de combate a incêndio - um está quebrado

* Três Unidades Resgate - as três em funcionamento

* Escada plataforma elevatória - quebrada

* Escada de 18 andares - em funcionamento

* Doze máscaras para uso em acidente com produto químico

- dez danificadas

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