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Afastamento do prefeito

Redação
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Izzo Filho diz que vai recorrer ao TJ

Izzo Filho diz que vai recorrer ao TJ

O prefeito Antonio Izzo Filho (PPB), afastado ontem do cargo por ordem do juiz da 3ª Vara Cível do Fórum de Bauru, Mauro Ruiz Daró, disse que recorrerá da sentena por considerá-la injusta e ilegal. Izzo considera que como prefeito tem o direito constitucional de ser julgado pelo Tribunal de Justiça e não por um juiz de primeira instância. A informação foi distribuída

à Agência Estado pelo seu ex- assessor de imprensa, Jair Aceituno.

O juiz Mauro Ruiz Daró concedeu liminar no âmbito de uma ação de responsabilidade civil que o promotor Carlos Roberto Simioni move contra o prefeito, acusando-o de improbidade administrativa. O afastamento, sem prejuízo dos vencimentos,

é justificado como necessário para evitar que o prefeito interfira na instrução do processo. O juiz entende que a liminar se faz necessária porque tendo a

"caneta nas mãos", como argumentou a promotoria, Izzo poderá pressionar as testemunhas da acusação que lhe são impostas. No caso da ação por improbidade administrativa, Izzo Filho é acusado justamente por uma empresa permissionária do serviço público de transporte coletivo urbano. A ECCB, através de sua diretoria, acusa a gestão Izzo de ter extorquido a empresa em valores que ultrapassariam a R$ 2 milhões. Sobre o argumento de que tendo fórum especial, na condição de prefeito, Izzo Filho só poderia ser julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado, a discussão parte para a distinção entre ação cível e criminal. O MP já protocolou outras ações cíveis contra Izzo em primeira instância. A promotoria denunciou e a tramitação

é normal. Em se tratando de ações penais, todas foram levadas até o Tribunal de Justiça.

Em relação ao fato que levou ao afastamento de Izzo Filho, bem como a indisponibilidade de seus bens, também são alvos da mesma ação o ex-presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (EMDURB) André Luiz Torrens e o ex-diretor administrativo da Empresa Circular Adhemar Previdello que, segundo as denúncias, teriam participado de um esquema de extorsão contra empresa permissionária de ônibus. Izzo Filho nega qualquer irregularidade no relacionamento da EMDURB com a empresa de ônibus, que vive dificuldades e pediu concordata.

O vice Nilson Costa (PL), que já administrou a cidade entre 28 de agosto e 2 de dezembro, quando Izzo Filho esteve com o mandato cassado por outra acusação de cobrança de propina, demitiu ontem todo o secretariado e promete rever alguns atos praticados pelo prefeito.

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