Procuradoria vai juntar inquérito de extorsão
Procuradoria vai juntar inquérito de extorsão
Texto: Nélson Gonçalves
Procurador de Justiça aguarda inquérito do flagrante com Mário Sérgio Chieco para juntar ao caso de extorsão contra a ECCB
A Procuradoria de Justiça do Estado solicitou ao Ministério Público de Bauru o envio do inquérito civil que apura o flagrante contra o autônomo Mário Sérgio Chieco, numa gravação feita pela sócia-proprietária da ECCB, Carmem Quaggio Bresolin. O procurador Alberto de Oliveira Andrade Neto, disse, ontem, por telefone, de São Paulo, que vai analisar conjuntamente as denúncias na esfera criminal contra a gestão Izzo Filho em relação a ECCB.
Conforme o procurador de Justiça do Estado, apesar do flagrante contra o autônomo Mário Sérgio Chieco ser um episódio à parte envolve a mesma empresa permissionária do serviço de transporte coletivo, a ECCB, que denunciou o prefeito afastado do cargo de extorsão. Assim, Alberto de Oliveira Andrade Neto, acredita que a análise das denúncias deve ser feita com os dois inquéritos juntos. O primeiro já foi concluído. O segundo, de Mário Sérgio Chieco, está sendo apurado pelo promotor criminal Hércules Sormani Neto.
Do primeiro inquérito civil sobre o caso ECCB, concluso pelo MP, resultou ação de responsabilidade civil por improbidade administrativa que resultou no afastamento de Izzo Filho do cargo. Na decisão liminar do juiz da 3ª Vara Cível, Mauro Ruiz Daró, consta que a ação protocolada pelo promotor Carlos Roberto Simioni contém elementos probatórios do esquema de extorsão imposto contra a ECCB. Na ação, o promotor aponta que a gestão Izzo Filho extorquiu, por estimativa, acima de R$ 2 milhões da empresa permissionária do sistema de transporte coletivo. Na mesma ação, outras liminares concedidas pelo juiz Mauro Ruiz Daró tornaram indisponíveis bens do prefeito afastado, Izzo Filho, do ex-diretor da ECCB, Adhemar Previdello, e do ex-presidente da Emdurb, André Luiz Torrens.
Em relação ao inquérito que apura o flagrante contra o autônomo Mário Sérgio Chieco - que
é aguardado pela procuradoria de Justiça para analisar todo o caso citando a ECCB -, o mesmo é acusado de tentar receber dinheiro da empresa, onde se apresentou como intermediário da Prefeitura de Bauru.