O fim da Internet!
O fim da Internet!
Após sobreviver por décadas de utilização, a teoria da telecomunicação dará espaço para uma nova tecnologia. Você está preparado para isto?
Utilizando-se dos recursos da Internet, a grande marioria dos usuários mundiais da rede sequer sabem da origem da maior teia mundial de telecomunicações, hoje muito popular entre nossos habitantes de classes mais privilegiadas.
A filosofia da Internet surgiu a partir de uma necessidade do governo americano, ante manobras militares, em estabelecer comunicação entre seus militares, de forma que fosse impossível de serem interpretadas por inimigos.
Muitas guerras foram ganhas com tal estratégia. Entretanto, a velha arma está com os dias contados.
Desprovida da infra-estrutura necessária ao atendimento da demanda experimentada, a Internet, através da World Wide Web, tem-se mostrado insuficiente para um segmento social que existe em todo o mundo, e que clama por maiores facilidades em se comunicar, porque, com o tempo, aprenderam o
real importância da telecomunicação nos seus dia-a-dia.
Ao redor do mundo, o cataclisma anunciado da rede somente experimentou previsões, mas a prática daqueles que utilizam a Net como usuários, têm experimentado amargos regressos.
Importa, neste caso, fatores como a qualidade e a quantidade. Isto porque cresce em progressão geométrica a quantidade de usuários dispostos a investir algo em torno de US$ 1.000, tendo como único objetivo o ingresso na rede mundial. Isso no Brasil.
Nos Estados Unidos, equipamentos exclusivos de acesso à rede são disponibilizados no mercado por metade deste preço. E logo isto estará por aqui. Como será então?
O grande problema que nos avizinha são a escassez de recursos de infra-estrutura capazes de atender tal demanda. Você acha que não?
Para se ter uma idéia de tal crescimento, não nos parece o mais exato analisar a progressão do mercado de venda de microcomputadores.
Primeiramente porque eles não são precisos, vez que não há um controle efetivo sobre tal. Em segundo plano, porque nem todos aqueles que adquirem um equipamento têm como finalidade o ingresso na rede. Como mensurar então tal crescimento?
O desafio pode ser explorado pelos indicadores estatísticos disponíveis na rede. No site brasileiríssimo de pesquisa Cadê? (www.cade.com.br), tais estatísticas demonstram que, comparados, o número de acessos de internautas que dele se utilizam para realizarem consultas e pesquisas cresceu 10 vezes, se comparados os dados de Janeiro/97 com o mês passado.
Nos Estados Unidos, as estatísticas costumam serem comentadas baseando-se no número de problemas indicados por sociedades de pesquisa do uso da informática. E todas elas são utilizadas por diversas revistas de publicação da
área, e bastantes disponíveis na Internet. Um bom site que demonstra isso é o http://nic.merit.edu/ipma/press/death.html. Nele são apontados diversos fatores que contribuirão para o forçoso aparecimento de um substituto ao uso da Internet. E os problemas mais citados levam em conta a incapacidade da rede em oferecer estrutura e oportunidades suficientes ao desenvolvimento, difusão e utilização da rede mundial.
Mas não é só. Acreditamos que, na mesma velocidade em que a WWW difundiu a telecomunicação global, num futuro próximo, haverá uma massificação das tecnologias de reconhecimento de voz, da comunicação digital, e principalmente do uso em larga escala de sistemas inteligentes de localização e mapeamento, como aqueles utilizados em filmes como "Robocop".
A mescla de toda essa tecnologia poderá trazer-nos o aparecimento de
alternativas à comunicação em massa, utilizando-se de recursos audiovisuais, de comunicação, segurança e independência infinitamente superiores àqueles hoje experimentados.
E talvez, quando esse momento chegar, nos perguntaremos qual era mesmo a finalidade do velho Pentium, senão a de nos deixar presos, no canto de uma sala, a fim de tentar estabalecer contato com algum "host".
E se isso parece loucura, lembramos: "Para que servia mesmo o ENIAC?"
Erick Prado Arruda, 30 anos, advogado, analista de sistemas, diretor do Conselho de Ética do SINDPD/SP