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Sátiras

Broncolino
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Broncolino o primeiro a rir das últimas

Broncolino o primeiro a rir das últimas

BAURU, CAPITAL DA TERRA "BRANDA". CIDADE "LIMITADA".

O Supremo Tribunal Federal, através do seu presidente, Celso de Mello, negou a cassação da liminar que fez Isso Filho retornar ao cargo de prefeito de Bauru. Dona Justa entende tudo de leis. Só não entende nada de Bauru.

Assim, o ex-prefeito, -que não sabemos até quando será ex-prefeito- ganhou no STF. Seu chefe de Gabinete, Nelson Quagliato, diz que "o povo manterá Izzo no poder". Se fosse pela grande maioria da população, Izzo já estaria de volta a Piraju, levando com ele o Coalhada, digo o Quagliato, e outros "artistas".

Pobre cidade é esta! Não tem bauruense aqui, não tem voz em São Paulo, não tem voz em Brasília!.. Parece uma cidade habitada por surdos-mudos.

"A voz do povo é a voz de Deus". A voz de Bauru

é a voz do silêncio.

A verdade, minha gente, é que temos que concordar. Em Bauru, nada cresce. Não crescem as esperanças, não cresce a coragem de reagir, não cresce o progresso, e nem cresce o prestígio. Aqui, só crescem preços e buracos. E mato em terreno baldio.

Cidade sem liderança, de uns dez anos para cá, onde as proeminentes figuras só pensam em si, vem o aventureiro e toma conta. E traz outros aventureiros! E o bauruense mesmo, que não conta, paga a conta.

Está não é mesmo a cidade dos que chegaram primeiro, mas dos que vieram por último. Eles é que têm hoje a última palavra. Eles

é que decidem. E sempre decidindo para que tudo aqui vire o caos.

A verdade é que Bauru está pobre de verdadeiros bauruenses. Os bauruenses que eram ricos, estão ficando pobres. Os forasteiros, que aqui chegaram pobres, com a ajuda dos bauruense, ficaram ricos.

E o bauruense não deixa de cultuar o forasteiro. Forasteiro chega aqui, com boa bicaria, já passa a fazer parte dos grupos da elite. É prestigiado, acariciado, acarinhado. No fim, acaba ganhando bons cargos. Ao invés de serem estocados, são destacados. Mas temos forasteiros que nos ajudaram a viver. Esses, por mim, nem são tocados.

Em Bauru é assim. Só o forasteiro

é bom, só o forasteiro é que sabe. E logo o forasteiro vai tomando lugar de poder na cidade. Hoje, por tudo isso, é que ao bauruense só restam duas opções: o choro ou o silêncio. A maioria opta pelos dois!

Reação coletiva, protesto, luta? Que nada! Já se disse que, em Bauru, se alguém colocar fogo no Calçadão da Batista, o comércio muda de casa, os carros desviam o trânsito para fugir do fogo, e pronto. O bauruense é o romano dos tempos de Nero.

Certas entidades e organizações, principalmente a empresarial, não querem nada que venha lhes tirar o sossego. Para o empresário, por exemplo, a preocupação agora é a crise do Real. Não pensa que, mais que o Real, a sua cidade está em queda vertiginosa, a mercê de um futuro nebuloso.

Bem, o carnaval está aí. O negócio é pensar na fantasia, já que a nossa desgraça é realidade. Entrar no baile dos clubes e, pulando e cantando, despejar todas as nossas frustrações. Quem não sabe reagir, que se esconda na falsa alegria dos fracassados.

Mas, em meio a toda essa humilhante pasmaceira, temos que reconhecer os méritos da nossa Câmara Municipal. Tirante uns e outros, que se fingem de cegos, nossos vereadores têm cumprido o seu dever. E parece que com fôlego redobrado.

A Comissão Processante, não pára um instante. Segue adiante, nesse processo estafante e enervante. Querem o Izzo Filho distante, e que nunca mais se levante. Não é interessante? Mas, aqui pra nós, vendo essa calamidade, só podemos dizer: pobre cidade!

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