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Homicídio

Solange Monteiro
| Tempo de leitura: 3 min

Rapaz é morto com um tiro na cabeça

Rapaz é morto com um tiro na cabeça

Texto: Solange Monteiro

Edmar Delfino Benedito, 20 anos, foi morto com um tiro na cabeça, na quadra 1 da rua Bortoleiro Neto, no Núcleo Edmundo Coube, quarta-feira, por volta de 22 horas. Segundo o boletim de ocorrência, o motivo do homicídio seria dívida de drogas e três homens foram indicados como possíveis autores do crime.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), J.J. Cardia, as investigações já começaram e todas as pessoas serão chamadas para depor.

A ex-namorada da vítima Maria Cláudia Nunes Nicola, 18 anos, teria informado para a Polícia Militar que os possíveis autores do homicídio seriam Edson Matheus, 28 anos, conhecido como "Buths", Renato da Silva, 23 anos, conhecido como "Renatinho", e Airton Queiroz, 34 anos, conhecido como "Zé Loco".

Em conversa com a reportagem do JC, Maria Cláudia negou que tivesse informado para a polícia que os três estariam envolvidos na morte de seu ex-namorado. Disse inclusive que não estava no local e não viu quando tudo aconteceu.

"Eu estava na minha casa quando vi o carro do Resgate passando".

O irmão de Benedito, E.A.B., 17 anos, também disse que não estava no local do crime quando seu irmão foi morto, mas que soube por outras pessoas que o autor simplesmente chegou e atirou acertando a vítima na cabeça e não houve briga ou espancamento antes disso, ao contrário do que teria sido divulgado por uma emissora de rádio da cidade.

Ele informou ainda que seu irmão havia comprado um carro de um homem, nem o veículo nem o nome de quem vendeu foram especificados, e que por não ter condições de pagar havia devolvido. Diante disso, segundo E.A.B., quem vendeu o veículo e o obteve de volta, apareceu no local e, sem motivo aparente, disparou contra Benedito matando-o.

Engano

Os três homens cujos apelidos são citados no boletim de ocorrência, procuraram o Jornal da Cidade para negar que tenham qualquer envolvimento com a morte de Benedito. Eles disseram que não estavam no local do crime quando aconteceu o homicídio e que não havia desavença por droga.

Disseram também que, segundo testemunhas comentavam, o homicídio foi decorrente de um carro que a vítima teria comprado, devolvido por não ter com o que pagar e, aborrecida, a pessoa que recebeu o veículo de volta o teria matado.

No entanto, nenhum deles proferiram o nome do possível autor do homicídio, tampouco indicaram onde ele mora ou o que faz, afirmando apenas que não foram eles.

Desavença

Matheus explicou que eles já tinham se desentendido com a vítima, há cerca de três meses, por questões de jogo de futebol, mas foi apenas isso e que sempre conversavam porque ele costumava freqüentar o estabelecimento comercial de Queiroz. Disseram, inclusive, que no dia do crime Benedito tinha passado pelo estabelecimento e que quando foi morto, à noite, nenhum deles estava presente.

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