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Palmito

Gustavo Cândido
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Saúde procura palmito suspeito em Bauru

Saúde procura palmito suspeito em Bauru

Texto: Gustavo Cândido

O Departamento de Saúde Coletiva, órgão da Secretaria Municipal de Saúde, começou a procurar nos estabelecimentos comerciais da cidade, na manhã de ontem, o palmito da marca Palmipar - Palmitos do Pará Ltda, com data de fabricação entre outubro e novembro do ano passado, para a retirada do produto do mercado. O palmito foi apreendido em condições suspeitas em Pirajuí nesta semana e a sua interdição foi pedida pela Vigilância Sanitária Estadual.

Segundo a diretora do Departamento de Saúde Coletiva, Maria Helena de Abreu, 12 agentes de saneamento e a chefe da Seção de Controle de Gêneros Alimentícios, Patrícia de Paula Pereira, saíram para procurar o palmito em supermercados, bares, e estabelecimentos que vendem mercadorias a R$ 1,99.

Se encontrado, o palmito deve ser retirado da área de venda e mantido guardado, pelo próprio comerciante, até que a Vigilância Sanitária faça os testes e comprove que o produto está apto para ser consumido, explicou Patrícia Pereira. Até a hora do almoço de ontem, o palmito Palmipar ainda não havia sido encontrado em Bauru.

Produto suspeito

O palmito encontrado em Pirajuí, numa operação conjunta da Polícia Florestal e da Vigilância Sanitária, não possuía licença emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para ser transportado e está sob suspeita de ter o prazo vencido.

Rótulos foram encontrados no depósito clandestino, onde estavam 5.081 embalagens do produto, o que sugere que o palmito vencido tenha tido seu rótulo trocado para ser comercializado.

Se estiver com o prazo vencido, o palmito pode provocar o botulismo, uma intoxicação que atinge o sistema nervoso, provocando a paralisação da face, na região das pálpebras e às vezes do diafragma. O botulismo pode causar insuficiência respiratória e até levar à morte.

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