Testemunhas de Izzo repetem que desconhecem fatos da CP
Testemunhas de Izzo repetem que desconhecem fatos da CP
O segundo dia de depoimentos na Comissão Processante (CP), aberta com denúncia contra Izzo Filho (PPB), serviu apenas para ratificar que grande parte das pessoas arroladas pela defesa do prefeito afastado não tem qualquer conhecimento sobre os fatos e nada têm a acrescentar ao processo. Ontem, outras quatro testemunhas de Izzo reforçaram que não tem nenhuma informação adicional sobre os fatos que estão sendo apurados.
A Comissão Processante pretende encerrar a fase de depoimentos no próximo dia 18 de fevereiro, a partir das 14 horas. Nessa data, a comissão quer concluir os depoimentos das 10 testemunhas arroladas por Izzo, as primeiras de uma relação de 139 nomes concedidos à CP. Ontem foram ouvidos Luiz Carlos Bojikian, Suleide Aparecida dos Santos, Maria José Carneiro Fernandes e Vera Lúcia R. Franco.
Todas as sete testemunhas ouvidas até agora são servidores públicos municipais com funções ou cargos em departamentos ligados à Secretaria de Economia e Finanças. Os depoentes voltaram a mencionar que foram informados da participação como testemunhas de defesa do prefeito ou através do ex-secretário de Finanças, José Carlos Landro, ou através do ex-diretor financeiro da pasta, Waldemar Crivelaro Jr. Crivelaro, que está em férias, tem comparecido à Câmara Municipal para acompanhar os depoimentos.
Ontem, as testemunhas ouvidas repetiram que souberam da convocação para depor através da imprensa e do Diário Oficial do Município (DOM), que foram avisadas ou por Landro ou por Crivelaro da citação no rol apresentado pelo advogado de Izzo, Ailton Gimenez, que souberam dos fatos de denúncia de propina na administração em pagamento de fornecedores pelos jornais, que não têm acesso à sala do secretário de Finanças e outras informações já ratificadas no processo.
A Comissão Processante tem até o início de março para concluir os trabalhos e colocar o relatório final para votação no plenário da Câmara Municipal. Em agosto de 1998, Izzo Filho foi cassado por 17 votos a quatro em denúncia de propina na desapropriação de terras do pecuarista José Amir Neme Mobaid.