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Broncolino
| Tempo de leitura: 3 min

Broncolino o primeiro a rir das últimas

Broncolino o primeiro a rir das últimas

BAURU VIVE MOMENTOS DE GRANDE TENSÃO. CADA ROJÃO QUE SOBE, O ÂNIMO DA POPULAÇÃO DESCE!

Três testemunhas de Izzo, que foram ser inquiridas na Comissão Processante da Câmara Municipal, disseram não saber de nada. Afirmaram que só sabem é que nada sabem. Não sabem inclusive quem

é o prefeito desta cidade. E quem é que sabe?

Enquanto isso, o prefeito em exercício, Nilson Costa, e a secretária de Saúde, Eliane Telles Nunes, recebem mais duas ambulâncias, compradas com verba do Pronto Atendimento Básico do Ministério da Saúde. Aquele Pronto Atendimento, sim, não é um atendimento

"pronto".

Agora, a Secretaria Municipal de Saúde, com 7 ambulâncias, o munícipe acidentado não precisa se preocupar. Em poucos minutos, é só ouvir o "Nhóóóóóóóóóóóóóóóóó'!".

É ela que vem chegando para socorrê-lo. Você

é atendido sem desentendimentos.

E por falar na Secretaria Municipal de Saúde, ela vai distribuir quase 40 mil preservativos no carnaval. Em clubes e no avenida Getúlio Vargas. Do jeito que a cidade está, em desesperada expectativa, pra que camisinha?

Falando nisso, o prefeito afastado, Izzo Filho, já anuncia a sua candidatura à reeleição, no ano 2000. Diz que termina seu mandato e disputa outro. Ele fala com convicção. Tem certeza que o bauruense

é trouxa e desinteressado pelo destino da cidade.

Acha, o Izzo Filho que, no ano 2000, será novamente eleito prefeito da cidade E ele está certo. Para o nosso eleitorado estabanado, que sempre esquece o passado, Izzo não estará desgastado e nem gastado. Acaba sendo gostado. E vamos nós, morrer engasgados!

Agora, brigam os ex-prefeitos. Tidei de Lima culpa Tuga Angerami, pelo aparecimento de Izzo. Tuga Angerami culpa Tidei de Lima, pelo izzismo deletério que assola a cidade. Ora, não importa o que fizeram, mas o que devem fazer.

Entidades que compõem o movimento

"Fora Izzo" e Fórum da Cidadania, representando sindicatos, empresários e partidos políticos, voltaram anteontem às ruas. O movimento paralisou a cidade, de cidadãos já paralisados. E, em sendo assim, os movimentos clamaram no deserto.

O ato "Fora Izzo" queimava pneus, fazendo uma fumaceira danada, paralisando o trânsito na avenida Rodrigues Alves. Só que, enquanto o "Fora Izzo" queimava pneus, a turma do pró-Izzo queimava fogos.

Se existe hoje em Bauru um comércio que não pode se queixar da crise, é o comércio dos fogos e rojões. Cada decisão de dona Justa, lá vem um grupo comprar fogos. Uma vez, são os nilsistas. Outra vez, os izzistas. Os rojões sobem, e o ânimo da população desce.

A boataria come solta na cidade. "Izzo volta?". "Izzo não volta mais?". Qualquer barulho de fogos, já basta para os cidadãos ficarem com a "pulga atrás da orelha", e entupirem os telefones de emissora de televisão e rádio. A população se desespera, mas nada dela se espera.

A verdade, é que a população bauruense está vivendo hoje, como nunca viveu, momentos de grandes dúvidas, quanto aos destinos da cidade. Como se já não bastassem as dívidas, agora também as dúvidas!

Hoje, o bauruense não sabe quando

é hora de sorrir, quando é hora de chorar. O choro e o riso são livres. Presa está Bauru, que não sabe ainda quem lhe botará as mãos em definitivo. As mãos que põem, ou as mãos que tiram.

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