Geral

LER

Erika de Lima
| Tempo de leitura: 2 min

MT faz levantamento de empresas que causaram LER nos funcionários

MT faz levantamento de empresas que causaram LER nos funcionários

Texto : Erika de Lima

O Ministério Público do Trabalho em conjunto com vários órgãos e entidades, entre eles o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), a Associação dos Lesados por LER (ALL) e o Centro de Reabilitação Profissional (CRP) reuniram-se, ontem, para avaliar casos de funcionários com doenças ocupacionais, além de propor ações contra essas empresas.

Os processos serão abertos pela Procuradoria Autárquica do INSS contra as empresas que não cumpriram a lei para proteger seus trabalhadores contra as Lesões por Esforços Repetitivos (LER). Serão alvo as que apresentam um alto

índice de empregados com LER.

Na reunião foram pautados diversos assuntos como a fiscalização a ser realizada nas empresas e a verificação do número de trabalhadores que devem ter, para não colocar a saúde do funcionário em risco. Além de outros assuntos que servirão para a abertura de vários processos.

A união permitirá associar as entidades para um trabalho conjunto para recuperação dos trabalhadores atingidos pela LER. O Ministério Público do Trabalho investigará as empresas e o CRP fará a recolocação do profissional no mercado, de acordo com seu nível de readaptação.

A recolocação é feita após a reabilitação do funcionário que leva um documento assinado pelos órgãos e entidades à empresa. Neste documento consta um laudo de alta, apresentando quais serviços o funcionário pode fazer ao retornar. A empresa deve acatar com este laudo do profissional. "O reabilitado tem algumas limitações em seu trabalho, que são regulamentadas na lei e quando as empresas não obedecem a essa regulamentação,

é necessário uma abertura no processo", afirma o subdelegado adjunto do Ministério do Trabalho, Silvio Carlos de Lima Pereira.

Algumas empresas têm um sistema de trabalho implantado que facilita o funcionário a ter LER e não respeitam, o que prejudica os funcionários que acabam tendo doenças ocupacionais.

Pereira afirma que, de agora em diante, as empresas deverão preocupar-se mais com o trabalhador, resguardando-o para uma saúde plena.

Comentários

Comentários