Geral

Custo de vida

Luciano Gomes
| Tempo de leitura: 2 min

Peixe mais barato é a saída contra preço de bacalhau

Peixe mais barato é saída contra preço de bacalhau

Texto: Luciano Gomes

A procura por peixes deve aumentar a partir de hoje, com o final do Carnaval e a entrada da quaresma. Com a desvalorização do real frente ao dólar, o preço do bacalhau, que

é cotado de acordo com a moeda americana, está mais salgado, variando entre R$ 18,00 e R$ 23,00 o quilo da qualidade

"Porto", dependendo do local de compra. A saída para quem quer evitar a carne durante a Quaresma é optar por peixes fescos, mais baratos, como a sardinha e o filé de merluza.

A economia pode ser subtancial. Para se ter uma idéia, o quilo da sardinha pode ser encontrado por, em média, R$ 1,59. Enquanto isso, o filé de merluza custa, em média R$ 5,60. O bacalhau "Zarbo", aquele mais fino, tem o quilo custando, em média R$ 14,60. Porém, é importante pesquisar preço, pois há grandes variações entre os locais de compra. No bacalhau do "Porto", por exemplo, a variação pode chegar a 30%. Comprar na loja que vende por menos pode significar economia, além de uma atitude de buscar conter a inflação.

De acordo com os gerentes de supermercados de Bauru, o movimento ainda é fraco nas áreas de peixes. Entretanto é esperado um aumento na procura nos próximos dias.

Conforme informou o sub-gerente do Confiança Max, Sebastião da Silva, por conta da crise cambial, que valorizou o dólar frente ao real, "houve um acréscimo de 30% no preço do bacalhau, que já foi repassado para o consumidor". As reclamações dos clientes também começaram a surgir. Para Silva, "os consumidores já sentiram a diferença, mas, mesmo assim, as vendas de peixe devem aumentar", até por conta da tradição da época.

Outro que confirma o aumento no preço do bacalhau é o gerente da loja Estoril do Supermercado Santo Antonio, José Deoclécio. Para ele, a saída contra o preço do bacalhau é "trabalhar com mercadorias frescas do próprio País que, além de bons preços também têm qualidade".

Os consumidores parecem ainda pouco preocupados com a tradição de não comer carne vermelha na época da Quaresma.

Comentários

Comentários