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Broncolino
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Broncolino o primeiro a rir das últimas

Broncolino o primeiro a rir das últimas

AGORA QUE ACABOU O CARNAVAL, VOLTEMOS AO REAL DA NAÇÃO. E À BAURU, DE REALIDADE DANAÇÃO.

Começou ontem a Quaresma, tempo guardado pelos católicos. Período de reflexão, exame de consciência, penitência e jejum. Pelo menos o jejum, boa parte da periferia já faz, há muito tempo, permanentemente.

Agora também entrou o tempo de consumir peixe, ao invés de carne. Época que o peixe sai da água e vai para as nuvens. E que a carne pendurada no gancho desce para o chão.

Vai daí, ficar fácil a prática do jejum. É que você não come carne porque

é Quaresma. E não come peixe porque, se antes você podia vê-lo olhando para baixo, hoje você verá o peixe voando pelas alturas.

Mas o gostoso mesmo da Quaresma, é quando você pode ficar fazendo exame de consciência, refletindo, penitenciando-se, assim, na base do bacalhau. Bacalhau que está na base do dólar. Daí, você, com um bruta prato de bacalhau na frente, faz o seu jejum.

Tristeza mesmo, foi o balanço do carnaval na Grande São Paulo. Em quatro dias, 114 mortos! Quem vendeu mais, não foram as lojas especializadas em fantasia. Nem os fabricantes de confeti e serpentina. Foram as agências funerárias.

O atendimento maior do Pronto Socorro, neste carnaval, foi alcoolismo. Bebedeira desenfreada! O cara, metido a folião, ao invés de dançar, pular e sambar, metia as fuças na bebida. No fim, tinha que se medicar. Ao invés de cantar, soltar a voz, soltava vômito!

Agora que acabou o carnaval, é tempo de todo mundo deixar de lado a fantasia e tirar a máscara. Em termos nacionais, voltemos ao Real. Em termos municipais, retornemos

à realidade dos políticos de Bauru. Uma Cinzas com muita brasa por baixo!

O deputado Pedro Tobias, por exemplo, está cobrando a participação de toda a sociedade bauruense, na luta contra o caos em que a cidade está mergulhada até o pescoço. Conclama as entidades sociais, comércio, clero, e outros grupos organizados com destaque na cidade, para a luta. Ah! Ah! Ah! Ah!.. Mais fácil fazer estátua falar!

Mas um amigo satisfeito vem conversar:

- A população está se posicionando, sim, Broncolino.

- Está, sim. De cócoras!

O deputado Pedro Tobias está sugerindo uma "Marcha da Moralidade", com toda a população participando. Acho bem mais fácil conseguir-se a "Marcha da Marginalidade". Nosso povo quer estar à margem, falando, chorando e se lamentando baixinho. Falando alto, só os grandes caminhões de propaganda comercial.

Amigo de São Paulo me telefona:

- Como é, Broncolino, aí em Bauru, como vai a luta?

- Nada de luta. Só surra!

Dia desses, o empresariado da cidade deu sua opinião abalizada, a respeito da situação de caos político da cidade. Fizeram como aquela figura dos três macaquinhos: não vejo, não ouço, não falo.

Ao contrário, desses grupos acéfalos à angústia da população, a Associação Paulista de Medicina, e a Ordem dos Advogados do Brasil, já tomaram posição contra Izzo, que está aí. Digo, contra isso, que aí está.

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