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Redação
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Crise preocupa trabalhadores do comércio

Crise preocupa trabalhadores do comércio

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Bauru (SECB) está preocupado com o nível de emprego no comércio local, apesar de janeiro ter apresentado um número menor de demissões do que no mesmo mês do ano passado. A expectativa se dá em razão da crise econômica que, segundo previsões, pode provocar o fechamento de algumas lojas e, conseqüentemente, de postos de trabalho.

Edson Quintiliano Júnior, 36 anos, assessor de Comunicação do SECB, afirma, no entanto, que as lojas comércio de Bauru já trabalham com um quadro muito enxuto de trabalhadores e, mesmo com as dificuldades econômicas que se desenham para o primeiro semestre, o número de demissões deve ser reduzido. "Se houver mais demissões vai acabar comprometendo o atendimento", afirma.

Quintiliano Júnior destaca que a retração nas vendas atinge em cheio os comerciários, principalmente os que têm salário baseado em comissões. Ele destaca que janeiro é um mês de vendas fracas, então, o que ocorreu, até agora, está dentro das expectativas.

O assessor de Comunicação destaca que, neste início de ano, várias lojas deixaram de funcionar no centro comercial, principalmente em função dos altos aluguéis e de reajustes que proprietários de prédios quiseram fazer. "Várias lojas estão saindo do centro comercial em razão dos altos aluguéis. Quando transfere, pelo menos não se perde os empregos", afirma.

Quintiliano Jr. diz que o alento é que, cada vez que uma loja é fechada no Calçadão, surgem pessoas que se propõem a abrir uma nova. São, principalmente, pessoas que tem um capital, depois de saírem em demissões incentivadas, que se aventuram a abrir uma atividade comercial.

"O problema é que, se a crise continuar como está, vai ficar problemático. Neste ano, percebemos que o tempo para abertura de uma nova empresa onde outra fechou está demorando mais", destacou.

Para ele, o número de demissões homologadas em 99, que foram de 149, ou seja, 7,45% menor do que as 161 de janeiro de 98, é um bom sinal. Vale destacar que só são homologadas as demissões de pessoas com mais de um ano de contratação. Quintiliano Jr. destaca que ocorreu uma grande queda no número de postos de trabalho, nos últimos anos. A expectativa positiva é pela melhora projetada pelos especialistas para o segundo semestre de 99.

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