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Demissões

Paulo Toledo
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Trabalhadores da Telefonica ficam apreensivos com novo PDI

Trabalhadores da Telefonica ficam apreensivos com novo PDI

Texto: Paulo Toledo

Os trabalhadores da Telefonica, ex-Telesp, estão passando por momentos de insegurança em relação a possíveis demissões que estão prestes a ocorrer, provavelmente, ainda nesta semana. Jorge Luiz Xavier, 39 anos, diretor da regional de Bauru do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações e Operadores de Mesas Telefônicas no Estado de São Paulo (Sintetel), participa de uma reunião, hoje, em São Paulo, na qual espera buscar a confirmação de notícias que vêm circulando informalmente dentro da empresa. Desde a privatização 253 trabalhadores já foram "incentivados" a sair da empresa na região, sendo 120 só em Bauru.

De concreto, depois do início do processo de fechamento de lojas e Postos de Serviços (PSs), de várias cidades da região de Bauru, dos 30 funcionários disponíveis, a Telefonica teria oferecido transferência para apenas nove, sendo sete vagas em Bauru, uma em Presidente Prudente e uma em Marília. Os restantes 21 foram convidados a ingressar num Programa de Demissão Incentivada (PDI), cujas regras sequer foram definidas pela companhia. "Esse incentivo ninguém sabe. Nem o chefe que esteve na região sabe explicar como vai ser. Já tentei entrar em contato com São José do Rio Preto (regional) para saber sobre isso, mas ninguém tem valores", afirma.

Xavier diz que o fechamento das lojas de Botucatu, Assis, Avaré, Jaú, Tupã e Lins, por exemplo, será prejudicial para a população das cidades atingidas que, em muitos casos, terá que se deslocar para cidades vizinhas para receberem o atendimento devido. Quando fecharam os PSs, não alterou o quadro de funcionários fixos, pois os serviços já eram terceirizados, mas as cidades sentiram, conforme informou.

O maior problema para os trabalhadores da Telefonica, considera Xavier, é que o prazo em que a empresa não poderia fazer demissões (a não ser as incentivadas) terminou no dia 31 de janeiro, mesmo dia em que foi encerrado o PDI anterior.

"Agora, a empresa pode fazer as demissões que quiser", afirmou.

O diretor regional do Sintetel disse que, somente na cidade de Bauru, já saíram da empresa, desde a privatização, 120 trabalhadores. Na região esse número sobe para 253. Isso computando o PDI (incluídos aqueles aposentados que ainda estavam na ativa) e os demitidos por insuficiência técnica (mas oficialmente entraram na incentivada), que foram cinco em Bauru e mais cinco na região, que o sindicato tenta reverter em negociação com a Telefonica.

Xavier disse que é necessário que a Telefônica defina as regras do PDI para que os trabalhadores possam decidir o que farão. Ele lembra que, muitas vezes, dependendo do caso, a demissão incentivada pode ser mais interessante do que uma transferência. "Mas, para isso é necessário saber quais as regras", afirmou.

A Assessoria de Imprensa da Telefonica, na região de São José do Rio Preto, sede da regional que engloba a área de Bauru, informou que as regras do novo PDI podem sair nesta semana, mas disse que não possui dados para informar.

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